[SPOILER] The 100: Jason Rothenberg explica o final da série

Alycia Debnam-Carey em “The Last War” – último episódio de The 100 (Imagem: Divulgação/ The CW)

Atenção SPOILER! Após 100 episódios e sete temporadas, The 100 chegou ao fim. A The CW exibiu o episódio final da série pós-apocalíptica nesta quarta-feira, 30 de setembro. Depois de um último ano marcado pela perda de um dos mais queridos personagens, que esteve na produção desde o primeiro episódio, Bellamy (Bob Morley), o desfecho chega sentindo, especialmente esta perda. Ele foi morto por Clarke (Eliza Taylor) no capítulo 13, quando ele pegou o caderno de desenhos de Madi (Lola Flanely) e sua amiga se sentiu ameaçada.

Enfim, após perdas e muitas lutas, o desfecho traz uma conclusão definitiva para o programa. Ao longo da temporada, o público viu os desafios do grupo de sobreviventes da Terra lutando contra o Sheidheda (JR Bourne) e Bill (John Pyper-Ferguson), que acreditava que a humanidade deveria enfrentar uma última guerra para alcançar a paz e transcender. Desacreditado por Clarke e seus amigos, ele se tornou um vilão.

No último episódio, o grupo se preparou para enfrentar os discípulos de Bill, enquanto o próprio Pastor descobriu que, na verdade, deveria fazer um teste e encontrar um juiz, que decidiria se a humanidade deveria ou não transcender. Este juiz toma a forma de uma pessoa que ele ama, sua filha Callie (Iola Evans). No entanto, Clarke aparece e mata Bill, interrompendo o teste que já estava em andamento. Por isso, ela deveria continuar o teste. Neste momento, o juiz toma a forma de Lexa (Alycia Debnam-Carey). Infelizmente, ela não é aprovada no teste, por ter matado alguém durante o processo. Raven (Lidsey Morgan) aparece para pedir mais tempo para o juiz, que acaba tomando a forma de Abby Griffin (Paige Turco), uma das pessoas que ela mais amava. A juíza estava decidida a condenar a humanidade quando vê Octavia (Marie Avgeropoulos) fazer um discurso inspirador no campo de batalha, o que faz com que todos parem de lutar e decidam pela paz. A humanidade é salva e todos transcendem, menos Clarke.

Depois de um tempo sozinha, seus amigos reaparecem e o público descobre que a transcendência é uma escolha. No entanto, como últimos humanos, eles não poderão gerar novas vidas. Octavia, Murphy, Emori, Indra, Gaia, Levitt, Jackson, Miller, Niylah, Echo, Hope e Jordan se juntam a Clarke na Terra e vivem felizes e sem mais lutas como os últimos da raça humana.

Um final e tanto, que dividiu os fãs da série. Em entrevista concedida à EW, Jason Rothenberg explicou o desfecho e a moral da história. “Queríamos que a moral da história fosse simplesmente declarada: ‘Até que paremos de lutar, estamos condenados’. Até que paremos de nos matar em nome do país, da tribo ou mesmo da família, estamos condenados a continuar repetindo esse ciclo de violência. E assim que o fizermos, darmos os braços e percebermos que estamos todos juntos nisso, então podemos chegar ao que vier a seguir”, o criador da série disse. “Nesse caso, é a transcendência. Essa era a moral da história. Clarke não recebe o dom da transcendência por causa de suas ações; suas ações têm um custo, como o avatar Lexa disse a ela na praia. Como Moisés não vai para a terra prometida, ela vai ficar sozinha – até que ela veja seus amigos. Achamos que era a maneira mais bonita de dizer que fundar uma família é importante”.

Já sobre Madi não retornar para a Terra e seguir seu caminho da transcendência, Rothenberg explicou: “Lexa na praia, ela diz que Madi sabia que Clarke não queria que ela voltasse e fosse a única filha. Eles não vão ter filhos, esta é a última geração, eles não podem ter filhos. E então, como mãe, Clarke teria obviamente preferido que sua filha transcendesse e fosse para qualquer que fosse a próxima jornada/ aventura / seja lá o que for, é obviamente algo especial, único e lindo, ao invés de ficar no chão com ela. Essa escolha foi facilitada para Madi pelo fato de que Clarke não estaria sozinha”.

Veja a prévia do episódio final:

No Brasil, a temporada final de The 100 é exibida pelo Warner Channel às quintas-feiras.

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), apaixonada por literatura, cartas e pela magia do cinema. Escritora de histórias e trajetos dos amores.