Bill Hader (Reprodução)

Adaptações literárias para o cinema sempre correm o risco de se tornarem problemáticas, algo que o lendário Stephen King já está pra lá de familiarizado. Porém as liberdades artísticas tomadas em It: A Coisa 2, especialmente com relação à sexualidade de um dos seus personagens, não parece ter incomodado o autor. O texto a seguir contém spoilers.

Na sequência de “It”, descobrimos que o personagem Richie Tozier, interpretado pelo sempre brilhante Bill Hader, na verdade sempre esteve apaixonado por Eddie Kaspbrak (James Ransone), e nunca teve a coragem de revelar seus sentimentos, o que faz a morte do personagem ainda mais trágica. Em nova entrevista à Vanity Fair, King foi questionado se essa sempre foi a sua intenção.

Não, nunca tive essa intenção. Mas ao mesmo tempo, é uma dessas coisas [no filme] que é genial, porque serve como eco do que acontece no começo. O círculo se completa. Ao menos houve amor envolvido. Alguém se importa com o Eddie. E isso ecoa o amor que o parceiro do Adrian sente por ele, então isso é bem legal”, disse ele.

Intenção

Já Hader revelou que a decisão de explorar a sexualidade do personagem foi dele juntamente com o diretor Andy Muschietti: “Eu não me inspirei no livro. Eu me lembro de estar em Toronto antes das filmagens, e dizer, ‘Existe uma versão disso que é mais sutil, e existe uma versão que é mais explícita. E eu estava mais interessado na versão explícita“.

E ainda: “Porque achei que seria interessante para o personagem, e algo interessante de interpretar. Você não pode ter reservas. Se você quer fazer algo, faça direito, sabe? Eu disse, ‘Vamos fazer isso'”. Com Jessica Chastain, James McAvoy, Bill Skarsgård, Isaiah Mustafa e grande elenco, “It: A Coisa 2” está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil.

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