Ted Sarandos, CEO da Netflix conta o diferencial de sua gestão, e se teme Disney+

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Netflix (Reprodução)

No Brasil, a Netflix foi apresentada quase como o público a conhece hoje. Em meados de 2012, a empresa enviava cartas para possíveis assinantes oferecendo o serviço que custava pouco menos de 15 reais. Já nos Estados Unidos, a empresa começou como um serviço de videolocadora, que enviava filmes via correio para a casa dos clientes. Nesta época, Ted Sarandos que hoje assina como CEO da empresa, já fazia parte do quadro de funcionários.

Em entrevista recente ele disse que não é do tipo que troca muito de empregos, nem de carros, e teve apenas dois (carros e empregos) nos últimos 20 anos, e corrige aqueles que dizem que a Netflix começou suas atividades competindo com a famosa locadora Blockbuster. Segundo ele, a empresa não competia, e sim buscava uma nova geração de consumidores, já que na época da transição do VHS para o DVD, a Blockbuster demorou a se atualizar. 

Sobre seu estilo de gestão, ele disparou: “O que eu soube de imediato foi se realmente iríamos realizar essa visão global que tínhamos, que é preciso ter muito cuidado para não obstruir a tomada de decisões. Minha função foi de escolher toda a programação que costumava estar na Netflix para escolher as pessoas que escolhem as pessoas que escolhem as pessoas [que escolhem] o que vai na Netflix. A chave é não ter alguma falsa sensação de que você precisa ter sua impressão digital em tudo o que acontece”, acrescenta. “Você simplesmente não pode dimensionar a organização dessa forma.”

“Estou animado com o futuro”, diz ele. “Acho ótimo que haja mais pessoas fazendo o que estamos fazendo, porque acho que isso nos mantém afiados”, completa ele que reconhece o nível de seriedade que sua concorrente, a Disney tratou o streaming ao lançar Mulan de forma inédita na plataforma. “Ainda existe uma coisa chamada Disney Plus, não se chama apenas Disney. Ainda há HBO Max [e] HBO. Assim que for um grande HBO, você saberá que eles estão levando isso muito a sério. Todos estão em um ciclo de vida diferente, com um nível [diferente] de compromisso com a próxima fase de entrega aos consumidores”.