Terceira onda de coronavírus em Hong Kong faz cinemas serem fechados novamente

Invasão Zumbi 2: Península (Imagem: Divulgação/ Paris Filmes)

A partir da próxima quarta-feira, 15 de julho, as salas de cinema de Hong Kong fecharão suas portas novamente, mais uma vez devido ao novo coronavírus, que está em sua terceira onda por lá. As novas medidas foram anunciadas nesta segunda-feira, 13 de julho pela diretora executiva Carrie Lam. Novas medidas de distanciamento social interromperão as refeições no restaurante das 18:00 às 05:00 todos os dias, e tornará obrigatório o uso de máscaras no transporte público o tempo todo.

O tamanho máximo de reuniões de grupo, que havia sido ampliado para 50 pessoas nas últimas semanas, será reduzido novamente para apenas quatro pessoas. Após semanas sem nenhum caso de transmissão local do coronavírus, os últimos dias viram os números subirem novamente. Os cinemas em Hong Kong foram fechados anteriormente por um período de seis semanas entre o final de março e o início de maio. A estréia em Hong Kong do filme de ação coreano sobre zumbis Invasão Zumbi 2: Peninsula, que seria um dos maiores filmes por lá, deveria ocorrer na quarta-feira, 15, mas agora está cancelada.

As novas medidas também significam o fechamento de bibliotecas públicas, grandes salas de espetáculos e instalações esportivas internas. Foi relatado localmente que a Disneylândia de Hong Kong, que reabriu apenas no mês passado (18 de junho) após o fechamento desde janeiro, terá que fechar suas portas novamente, inicialmente por um período de sete dias. Embora essa medida pareça estar implícita nos limites de tamanho do grupo, não houve confirmação disso nos sites do governo, nem no site do parque ou nas contas de mídia social.

No início do dia, o Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong tomou a decisão de cancelar a Feira do Livro de Hong Kong, que deveria ter começado na quarta-feira. Este é um dos maiores eventos culturais da cidade e, em um ano normal, atrai mais de um milhão de visitantes.

Presume-se que a epidemia tenha sido reiniciada por casos que não tinham sido detectados. Agora eles se enraizaram novamente na comunidade. (Uma segunda onda ocorreu em meados de março, quase inteiramente devido a casos importados e vôos de repatriação.) Também nesta segunda-feira, as autoridades de saúde relataram 52 novos casos e uma morte. 11 deste 52 eram novos casos importados. Os outros 41 incluíram 21 ligados a grupos locais conhecidos e 20 onde a fonte de infecção até agora não foi identificada. Hong Kong registrou 1.522 casos de infecção e oito mortes.