The Boys in The Band: Matt Bomer descreve como é fazer mesmo personagem em filme e teatro

Matt Bomer e Jim Parsons em The Boys in The Band
Matt Bomer e Jim Parsons em The Boys in The Band (Reprodução)

O filme The Boys in The Band estreou nesta quarta-feira, 30 de setembro na Netflix com grande elenco. Baseado na peça da Broadway, de 1968, escrita por Mart Crowley, ele conta a história de Michael, interpretado por Jim Parsons, que reúne seus amigos gays em seu apartamento em Nova Iorque no fim da década de 1960, para que eles joguem e coloquem para fora seus sentimentos pelas pessoas à sua volta e uns pelos outros. Matt Bomer, um dos protagonistas, que já interpretou a peça com o mesmo elenco em 2018 em uma releitura montada por Ryan Murphy, contou em entrevista como era voltar ao personagem desta vez numa adaptação cinematográfica.

“Eu gostaria que cada filme que fiz, tivesse feito uma exibição completa na Broadway primeiro, com o mesmo elenco e o mesmo diretor. Há um sentimento implícito de confiança entre o conjunto, especialmente quando vocês tiveram que fazer aquela peça juntos, onde estão todos os nove no palco todas as noites. Havia conforto entre nós e tínhamos a sensação de como todos gostamos de trabalhar. Por termos vivido tanto no material, foi ótimo tocar de uma tomada para outra e ver como isso se traduzia em um meio que é inerentemente muito mais íntimo”, disparou para o TV Insider.

Na história, Donald é o ex-marido de Michael. “Este apartamento é o espaço seguro para serem eles mesmos”, explica Bomer, que teve muita interação com Parsons, e disse que não era igual ao que eles já tinham feito antes nos palcos: “Com todas as cenas, eu não acho que nenhum de nós queria confiar apenas em ir do jeito que fizemos inicialmente. Queríamos tentar usar coisas que sabíamos que parecem traduzir bem, que você encontra ao longo de uma corrida, mas [também] estar muito aberto às coisas”.

“Bem, é claro. Esta é uma peça sobre o custo da estagnação. Foi um ato tão revolucionário de Mart Crowley ter escrito esta peça e colocá-la no palco. Foi a primeira peça realmente gay escrita para um público mainstream, então foi um ato tão radical na época e exigiu muita coragem de sua parte. Mas não sei como alguém naquela época poderia ter assistido à peça e não ter percebido: ‘Oh, precisamos mudar’. Isso foi escrito poucos meses antes de Stonewall, então contém muito daquela feiura e furor que acontece logo antes de uma revolução, você sabe, entre os personagens. Há algo nele que ainda ressoa nas pessoas, principalmente nas pessoas que não estavam familiarizadas com a peça que viria”, concluiu.