The Boys: Showrunner conta que sofreu muito ao escrever segunda temporada

Capitão Pátria e Madelyn Stillwell na primeira temporada de The Boys (Imagem: Divulgação)

Nem sempre o sucesso traz apenas coisas boas, e o autor e showrunner de The Boys Eric Kripke sabe bem disso. A série que estreou ano passado na Amazon Prime Video foi um sucesso estrondoso, que gerou um buzz imenso na internet. Como nas redes sociais pareciam devorar a série num tempo impressionante, isso aumentou as expectativas para a segunda temporada da história, que havia sido confirmada pela empresa antes mesmo da estreia da primeira.

Em uma entrevista ao site ComicBook.com, Kripke contou que ficou muito ansioso e estressado ao escrever a segunda temporada, com medo de falhar, e estragar tudo aquilo o que os fãs acreditaram. “Eu acho que manter algo que era tão bom, se não melhor, é realmente assustador. Eu estava realmente estressado fazendo a segunda temporada, porque eu estava tão feliz com o resultado da primeira temporada, e foi tão bem recebida, que você não quer ser a maravilha de um só sucesso”, disse ele, que também é autor de Supernatural, sobre a questão ‘expectativa versus realidade’.

“Você sente uma pressão real para torná-la muito boa. Pelo mesmo respeito, você sabe, porque eu fiz esse trabalho por um tempo, o primeiro erro que os produtores cometem é tentar tornar a segunda temporada maior, e isso é no final das contas insustentável. Porque mesmo que você consiga, você acaba cometendo um ‘jump the shark’ na terceira temporada”, acrescentou o escritor.

“Então eu pensei, eu ataco esta temporada com tipo, ‘Ok, não vamos aumentar, vamos ir mais fundo. Vamos ser mais intensos. Vamos encurralar todos os nossos personagens. Vamos colocar todos eles sob a maior pressão que pudermos.’ E então vamos ver o que sai e como eles revelam novas facetas de quem eles são. E isso você pode continuar fazendo temporada, após temporada, após temporada. Então esse era o objetivo”, disparou o roteirista, que também foi responsável por escrever o drama distópico Revolution, que não fez tanto sucesso apesar do alto investimento.