The Voice não apresenta mega astros da música, mas os fãs do programa não se importam com isso

The Voice nunca produziu um astro da música no mesmo nível que American Idol fez nos seus anos dourados. O sinal mais bizarro desse contraste é que Jennifer Hudson e Kelly Clarkson, reveladas em Idol, foram juradas de The Voice. Juntas.

Porém, é de se concluir que, pelo menos para os fãs de The Voice, pouco importa se eles vão revelar um novo cantor ou cantora de sucesso. Desde que o programa exista, e nesse formato que eles adoram, está valendo.

Muitos de nós que hoje acompanham os realitys musicais cresceram em uma época onde o M da MTV significava “MÚSICA”. Naquela época, era a MTV que tinha a missão de apresentar novos artísticas, ou pelo menos indicar as tendências musicais que seriam consumidas por nós no futuro.

Hoje, essa disseminação musical é muito mais plural por causa da internet. Não esperamos para ver um videoclipe, e o próprio artista controla muito mais os seus canais de divulgação online, escolhendo como quer se mostrar para o seu público.

Não é incomum eu me pegar pesquisando um pouco mais para descobrir quais são os novos artistas em evidência hoje, pois eu definitivamente não tenho uma fonte que mostre de forma concentrada os principais artistas do momento. O mais próximo disso é o YouTube Charts, novo serviço na plataforma de vídeos que monta os rankings daqueles que são os mais populares nessa plataforma.

Por outro lado, a relação artista/fão está mais forte do que nunca. Os fãs hoje recebem respostas dos seus astros preferidos no Twitter ou Instagram, o que torna tudo muito mais orgânico para que um sucesso genuíno junto ao público apareça de forma mais natural.

E The Voice (e agora American Idol) se aproveitam disso, junto ao público alvo que quer alcançar (que hoje compra os singles no iTunes, ou assinam às playlists no Spotify), deixando a audiência televisiva para o público tradicional, não tão ligado nas novas mídias.

Os vencedores das últimas duas temporadas de The Voice fazem sucesso sim no mercado doméstico, mas muito mais nas plataformas digitais do que no grande público. Algo absolutamente normal, inclusive para mim, que não acompanha muito o cenário musical online.

É claro que a internet não é o suficiente para se iniciar uma grande carreira musical. Salvo raras exceções, a mídia tradicional ainda é fundamental para que grandes astros musicais se consolidem. Mas pode ser o suficiente para iniciar uma carreira estável. E mesmo se não for, é fundamental para alcançar o público alvo desses artistas.

Muita gente em The Voice ainda se dá bem por conta dessa estratégia de usar o programa para se consolidar por algum tempo na mídia digital.

É que os velhos como eu e desinteressados como muita gente não procurou saber como esses paranauês online funcionam.

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