The Witcher: Roteirista explica diferença entre série e jogos

The Witcher
The Witcher (Divulgação)

Uma das grandes dificuldades de The Witcher, nova série de fantasia da Netflix era transformar o universo dos personagens em algo palatável para o público que consegue esse tipo de conteúdo, e ainda suprir uma demanda que conseguisse brigar diretamente com outros serviços de streaming, que tal qual a  pioneira no assunto, realizam produções originais em número e qualidade. Em entrevista, a autora da série explicou que buscou afastar-se do jogo para criar um universo que o público pudesse comprar mais facilmente. 

Tendo trabalhado antes em Parenthood, e Demolidor, a roteirista Lauren Schmidt Hissrich, bateu o martelo ao afirmar que o conteúdo da série não era feito com base nos jogos da franquia, e sim nos contos que o originaram. Em entrevista ao Polygon.com, ela admitiu que não é uma pessoa que consegue controlar um jogo, e é muito melhor em entrar numa roda de conversa, e tomar uma cerveja. 

“Essa é a maneira mais forte de construir uma história”, explica Hissrich. “Vamos construir [os personagens], dar-lhes complicações, impulsos, paixões, e depois vamos cruzar e ver o conflito que causa”, falou ela sobre a dimensão exigida por personagens de uma série de televisão. O encanto da autora antes mesmo de adaptar os livros era tamanho que ela prometeu escrever algo fiel, buscando entender todo o contexto imaginativo do autor, o polonês Andrzej Sapkowski, que participou da consultoria da produção.

“Eu queria saber por que, como polonês, ele escreveu essa história e o que era sobre seu passado. Então conversamos muito sobre pesca no gelo. Bebemos um pouco de – vodka , talvez mais do que um pouco. Nós apenas nos conhecemos. Lancei a ele minha visão do show e como imaginei a adaptação se desenrolando”, contou Lauren.

Havia mudanças óbvias a serem feitas. Um personagem como Yennefer, a feiticeira por quem Geralt se apaixona nos livros, precisava de mais dimensão. Personagens vadios dos contos tinham idade para cutucar Geralt na conversa e tirar seus pensamentos de um monólogo interno. Em todas as mudanças, e mesmo no set, Hissrich perguntou a Sapkowski seus pensamentos. Ele disse a showrunner que só queria ver tudo quando o show estivesse completo. 

“E eu pensei que era uma maneira brilhante de ver isso. Ele pode se envolver em todos os detalhes, todas as minúcias, ou confiar na minha visão, sentar e estar pronto para aproveitá-la quando ela sair.” Para emprestar um velho ditado de Sapkowski, “algo termina, algo começa”

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