(Imagem: Divulgação)
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Do ano passado para cá, tanto Cats, como Sonic: O Filme, tiveram os dois trailers que chamaram mais a atenção do público, por motivos negativos vale lembrar. Na ocasião as redes sociais foram tomadas por mensagens que falavam mal dos recursos tecnológicos utilizados em ambos, sobretudo o CGI.

Cats, usou por exemplo, o que os diretores chamaram de tecnologia digital de peles, e foi tão criticado logo que no trailer, que ficou impossível reajustar todo o filme até seu lançamento após as reclamações de potenciais espectadores. Desastre nas bilheterias, o filme acabou amargando um prejuízo de cerca de 100 milhões de dólares, considerando nesta conta, os cursos de marketing.

E Sonic poderia ser igualmente rejeitado não fosse a perspicácia de seu diretor Jeff Fowler que ao ler nas redes sociais reclamações de que seu Ouriço azul estava assustador, com grandes dentes, resolveu adiar o lançamento do filme em alguns meses para redesenhar todas as cenas em que o personagem apareceu, deixando-o com um visual mais próximo dos games.

Algo incomum em Hollywood, mas que acabou resultando numa arrecadação de 58 milhões de dólares, a melhor de todos os tempos tratando-se de um filme baseado em um videogame. “Não me lembro de outra vez em que houve um reajuste, mas foi incrivelmente inteligente de todos os envolvidos ouvir os fãs e dar o que eles querem. “O consumidor sempre determina o que é certo e o que é errado. Eles deixaram suas vozes claras e nós ouvimos.” disse Chris Aronson, presidente de distribuição da Paramout. Nas bilheterias internacionais, o longa conquistou 43 milhões de dólares

Com isso, a reformulação dos efeitos visuais apenas aumentou, o longa conseguir aumentar sua popularidade, e curiosidade em torno de si. “Grandes mudanças no marketing ou no próprio filme costumam ser um beijo da morte, porque, de um modo geral, conecta o filme a algo negativo. Foi realmente uma grande vitória, porque o estúdio foi capaz de, de maneira eficiente, pegar esse negativo e transformá-lo em positivo” . explicou Paul Dergarabedian, analista de mídia da Comscore.

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