
A dor da perda repentina de Juliana Marins, turista brasileira que morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, ainda ecoa entre familiares e amigos. E, em meio ao luto, a família decidiu buscar Justiça: um novo pedido de autópsia foi protocolado no Brasil, na tentativa de esclarecer detalhes do acidente que tirou a vida da jovem.
Juliana teria sofrido duas quedas em uma das regiões mais acidentadas do monte, onde há atividade vulcânica. Segundo o laudo elaborado pelas autoridades indonésias, ela teve diversas fraturas e hemorragias internas graves, que teriam causado a morte cerca de 20 minutos após o acidente. O documento, no entanto, descartou a possibilidade de hipotermia, algo que inicialmente chegou a ser cogitado.
A irmã de Juliana, Mariana Marins, vem sendo a principal porta-voz da família. Ao portal g1, ela revelou que a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro foi acionada com a ajuda do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança (GGIM), da prefeitura de Niterói. O órgão entrou com um pedido judicial para que o corpo passe por uma nova análise assim que chegar ao Brasil.
Apesar do apelo urgente, o plantão da Justiça Federal optou por não julgar o pedido no momento. Caberá agora ao juiz responsável pelo caso decidir se o novo procedimento poderá ser autorizado.
Mariana também fez críticas ao modo como os fatos foram conduzidos pelas autoridades locais. A divulgação do laudo oficial antes mesmo da família ser oficialmente informada gerou revolta: “É um desrespeito atrás do outro. Um absurdo que não acaba”, declarou em entrevista recente.
Enquanto a batalha judicial segue em solo brasileiro, o corpo de Juliana ainda permanece na Indonésia. A previsão inicial era de que ele fosse trasladado para o Brasil neste domingo (29), às 8h45 no horário de Brasília. Os custos com o transporte estão sendo cobertos pela prefeitura de Niterói, cidade onde Juliana vivia e era muito querida.
A expectativa da família é que uma nova perícia possa oferecer respostas mais seguras e respeitosas sobre as circunstâncias da tragédia. Para eles, mais do que um gesto legal, trata-se de garantir justiça à memória de Juliana.
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