Um mês antes de ser preso durante a Operação Narcofluxo, MC Ryan SP já havia apresentado defesa em um processo na Justiça envolvendo o suposto uso indevido de músicas. A ação foi movida pelo cantor Luska e pela empresa Soul Mozar.
Segundo o processo, Luska afirma ter repassado 34 composições ao artista ao longo dos anos, com a expectativa de uso informal e divisão de lucros. Ainda de acordo com a ação, 31 dessas músicas teriam sido exploradas comercialmente sem o devido crédito de autoria e sem pagamento de royalties.
O compositor pede o reconhecimento da autoria das obras, além de indenização por danos e a suspensão dos repasses financeiros provenientes das plataformas digitais ao funkeiro.
A defesa de Ryan SP, apresentada em março, nega as acusações e sustenta que todas as músicas mencionadas estão registradas em seu nome e no de MC BKA junto à União Brasileira de Compositores.
Defesa de MC Ryan SP contesta acusações e questiona provas
No documento, o artista afirma que não há provas suficientes que comprovem a autoria das músicas por parte de Luska. A defesa argumenta que materiais como capturas de tela e registros de conversas não seriam válidos como evidência.
Ryan também afirma que não há demonstração de enriquecimento indevido nem comprovação de prejuízos financeiros ou danos à imagem do autor. O valor da indenização solicitado, de R$ 200 mil, foi classificado como desproporcional.
Liminar suspendeu repasses de royalties
Antes da defesa, a Justiça havia concedido uma liminar suspendendo o repasse de royalties das 34 obras ao artista e à produtora GR6. A decisão considerou a existência de indícios de possível violação de direitos autorais.
Na manifestação apresentada, a defesa pede a revogação da medida, alegando ausência dos requisitos legais para sua manutenção. Caso envolve disputa por autoria e repasses financeiros após alegações de uso indevido de composições, segundo informações da coluna de Fábia Oliveira.
Caso não é isolado e envolve outros processos recentes
O caso envolvendo as 34 músicas não é o único em que MC Ryan SP aparece como parte na Justiça. Em 2025, o artista também passou a responder a uma ação movida por um empresário do setor de eventos, que alega descumprimento de contrato após o cancelamento de apresentações no interior do Rio de Janeiro.
Na ocasião, o processo envolve valores que ultrapassam R$ 200 mil, incluindo pedido de bloqueio de quantias e indenização por danos. Segundo o autor da ação, o cancelamento teria ocorrido com pouca antecedência, gerando prejuízos financeiros e impacto na organização do evento.
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