Bruna Marquezine em cena de Vou Nadar Até Você (Imagem: Divulgação)

O longa Vou Nadar Até Você, que marca a estreia do fotógrafo Klaus Mitteldorf, e tem como protagonista, a atriz Bruna Marquezine, acabou sofrendo um bloqueio tido como inesperado das verbas disponibilizadas pelo governo federal, através da Agência Nacional de Cinema (Ancine).

O fotógrafo concedeu uma entrevista ao jornal Estado de São Paulo, onde relatou que só conseguiu terminar o filme “por milagre”, até mesmo porque “o dinheiro que era para a pós-produção e o lançamento do filme foi bloqueado pela Ancine”.

Infelizmente essa não é a primeira “Bruna” que sofre com represálias da agência em sua atual gestão. Com a chegada de Jair Bolsonaro (PSL) na presidência, houve diversas mudanças, com o bloqueio de verbas, e redirecionamento do capital. O presidente chegou a afirmar que a Ancine não poderia servir como investimentos para filmes como “Bruna Surfistinha”, que relata a história de uma ex-garota de programa Raquel Pacheco.

Bolsonaro ordenou o bloqueio de verbas do filme de Bruna Marquezine, apesar do longa não abordar temas que falem de prostituição. Porém há cenas de nudez, e ainda uma onde a protagonista aparece fumando um cigarro de maconha, e esse teria sido o principal motivo para a negativa do presidente em liberar recursos para o filme.

Mesmo com o bloqueio de verbas por parte da Ancine, o longa conseguiu ser finalizado, e irá estrear em outubro deste ano nos cinemas de todo o Brasil. O longa chegou até a ser exibido no último Festival de Gramado, em agosto desse ano.

Houve também inúmeras críticas por parte de artistas sobre o corte de verbas, o que foi encarado por muitos como uma censura federal. Muitos atores relembraram que a função da Ancine é de fomentar, regular e fiscalizar a indústria cinematográfica, e não cabe ao órgão censurar as obras por motivos ideológicos.

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