Warrior Nun: Toya Turner fala sobre representação e Shotgun Mary

Toya Turner e Alba Baptista em Warrior Nun (Imagem: Divulgação/ Netflix)

No dia 2 de julho, a Netflix lançou a primeira temporada de Warrior Nun, série de ação e fantasia baseada nos quadrinhos homônimos de Ben Dunn. Estrelada por Alba Baptista, a produção gira em torno da história de uma seita secreta, onde freiras guerreiras enfrentam demônios que habitam a Terra. Uma dessas guerreiras é Shotgun Mary (Toya Turner), que depois de ser acolhida pelo padre Vincent (Tristán Ulloa) quando era pequena, decide se tornar parte da seita. No entanto, diferente das demais e assim como a protagonista Ava (Baptista), ela não é uma freira.

Em entrevista concedida ao ComicBook.com, a atriz falou sobre a sua personagem e a importância da representação na série. “Quero dizer, bem, primeiro o nome. O nome é icônico. Shotgun Mary [espingarda], nunca ouvi nada parecido”, Turner respondeu quando questionada sobre o que a atraiu para o papel. “E para ser sincera, quando li o roteiro piloto, na verdade chorei em uma parte e pensei: ‘Oh meu Deus, de onde isso vem?’ Isso meio que me tocou, e especialmente com os roteiros que eu estava recebendo na época, tive a reação mais forte da Warrior Nun, então fiquei feliz quando meu empresário me enviou. Eu me conectei com isso em um nível profundo que eu já tive antes de uma audição, se isso faz sentido”.

Mary é uma das personagens mais duronas e de destaque na trama, essencial para o desenvolvimento da protagonista. “Ela é essa mulher rebelde e rebelde que aprenderá suas regras apenas para poder romper com elas. Como se alguém a descrevesse realmente bem. Eu tinha lido no Twitter e adorei muito. Eles diziam: ‘Ela é a prima legal que você quer mostrar para o churrasco’. E então ela acaba chegando nos últimos 30 minutos. Ela vem, ela festeja e depois salta. Perfeito”, a atriz disse.

Sobre a representação na série, Toya Turner acredita ser muito importante. O elenco é liderado por mulheres, três dos cinco diretores são mulheres. “Eu acho que é a hora agora, e é importante apenas porque precisamos chegar a um ponto em que essa seja a norma”, afirmou. Já sobre a representatividade negra, a atriz ponderou: “Eu odeio o fato de que eu lembro que houve um tempo em que as mulheres negras eram como ‘Estou cansada de interpretar uma prostituta. Estou cansada de interpretar viciados em crack’. Você sabe o que eu quero dizer? Tenho orgulho de que algo diferente esteja acontecendo. É muito importante, porque ainda temos que celebrar tanto, porque não é a norma. E acho que é por isso que é importante. Porque estou ansioso pelo dia em que é a norma”.

Desenvolvida por Simon Barry (Van Helsing), a série segue Ava (Alba Baptista), uma jovem de 19 anos que acorda num necrotério com um artefato divino embutido nas costas. Depois de passar anos sem poder andar, a jovem descobre que pode novamente caminhar, e mais que isso, possui poderes misteriosos. No entanto, ela descobre que deve liderar uma antiga ordem secreta de freiras guerreiras, que lutam contra demônios na Terra.

Sylvia De Fanti, Lorena Andrea, Kristina Tonteri-Young, Thekla Reuten, Emilio Sakraya, Joaquim de Almeida e Lope Haydn Evans completam o elenco.

Assista ao trailer:

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), apaixonada por literatura, cartas e pela magia do cinema. Escritora de histórias e trajetos dos amores.

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