Zack Snyder agradece aos fãs, e explica motivo de mobilização deles ser maior que Snyder Cut

Zack Snyder e Jason Momoa nos bastidores de “Liga da Justiça” (DC/Divulgação)

Enquanto muita gente, inclusive parte da imprensa (brasileira também) torce o nariz para o lançamento do Snyder Cut, versão de Liga da Justiça desenvolvida por Zack Snyder, o diretor só tem a agradecer, e não só pelo seu filme. É que junto com a campanha para que o filme original ganhasse vida, surgiu também a possibilidade da arrecadação financeira para ajudar uma fundação que ajuda na prevenção de suicídios.

Em 2016, no meio das filmagens do longa que mostrava a junção dos super-heróis da DC, Zack Snyder precisou se afastar por uma tragédia familiar: sua filha, que sofria de depressão acabou tirando a própria vida. Sem condições de prosseguir o trabalho no filme, a Warner Bros., contratou Joss Whedon, responsável pelos dois primeiros Vingadores.

Whedon seguiu o barco, mas mudou tudo o que Snyder havia planejado, fazendo com que os atores praticamente refizessem o filme, desta vez com um novo roteiro. O resultado final não agradou os fãs, e a bilheteria que era para ser estrondosa, ficou aquém do esperado. Os fãs então começaram a fazer uma campanha pela liberação do Snyder Cut, a versão de Zack Snyder que estava quase que inteiramente filmada.

Junto com o pedido para a Warner lançar o filme, os fãs conseguiram até outubro do ano passado arrecadar cerca de 100 mil dólares para a The American Foundation for Suicide Prevention, que ajuda pessoas a lidarem com sua saúde mental. Na última semana, a HBO Max, novo streaming da WB finalmente atendeu ao pedido e irá lançar o filme, e Zack agradeceu o empenho dos fãs, nas duas ocasiões interligadas.

“Olha, vou ser sincero, o que os fãs fizeram, e a quantia que eles arrecadaram para conscientizar sobre o suicídio inclusive com toda essa força, é algo que eu não consigo colocar em palavras. É incrível. Se o filme não fosse lançado, tudo bem, mas apenas o que fizeram para aumentar a conscientização para a saúde mental, e algo inacreditável”.

“E eu acho que a maneira como eles conseguiram combinar seu amor pelo universo da DC, o amor por esses personagens, com o ativismo social, na tentativa de tornar o mundo um lugar melhor, é meio que uma coisa louca e bonita, e para mim é humilhante e surpreendente que tudo isso tenha acontecido em torno deste filme. É uma coisa ótima”, disse o cineasta ao participar do The Nice Cast,

Segundo Zack, o lançamento do filme, não foi apenas uma realização profissional e pessoal, mas sim tem implicações bem maiores: “É uma coisa de família para todos nós. Família, ironicamente, o filme é sobre família, por isso tem uma ressonância temática para todos nós, e eu acho que tem sido um trabalho incrível esse tipo de experiência familiar, e não poderia ser melhor”.