Em entrevista ao Portal Leo Dias nessa terça-feira (10), Tom Cavalcanti falou sobre a sentença de Leo Lins. O humorista foi condenado a oito anos de prisão em regime fechado por piadas de cunho preconceituoso em um stand up. Segundo Tom, a medida imposta pela Justiça foi um tanto quanto exagerada.
“Não sou jurista, mas a minha humilde opinião de cidadão é de que foi demasiado, foi exagerada a pena que foi dada ao Leo Lins enquanto a gente vê aí, aqui mesmo em São Paulo outro dia um ciclista sendo morto com um tiro na cabeça, assim de uma forma estúpida, onde a gente vê motoristas embriagados, atropelando inocentes e por aí vai”. Começou o humorista.
Tom Cavalcanti ressaltou a evolução, mas também defendeu a liberdade de expressão: “Com cautela, acho que a gente tá evoluindo sempre, a gente tá como sociedade em transformação, acho que a gente tem que estar sempre de olhos e ouvido muito atentos, a gente teve um passado de humor onde a gente foi aprendendo, foi evoluindo e é muito importante que a gente possa estar atento, não cerceando o direito da fala, não cerceando o direito de se expressar, sou contra naturalmente”.
Leo Lins foi processado novamente
Após ser condenado a oito anos de prisão por piadas ofensivas, Leo Lins se tornou réu de um outro processo. Em uma matéria divulgada pela coluna da Fábia Oliveira, do jornal Metrópoles, foi revelado que o “humorista” está sendo processado por agente de trânsito de Cotia, cidade da Grande São Paulo por ter sua imagem usada sem autorização.
O processo, iniciado em fevereiro desse ano, é movido por José Angelo Lopes que pede uma indenização de R$ 20 mil. O caso surgiu após um vídeo feito por Leo Lins em 2024. Segundo informações da matéria, Lins levou o stand-up “Peste Branca” ao local e produziu um vídeo com a imagem do autor para associá-lo à ideia de Cotia como uma “cidade arrecadadora de multas”.
O agente de trânsito destacou, logo na primeira página da ação, que Leo Lins é “acostumado a proferir ofensas às pessoas para comercialização do seu trabalho”. José disse ainda que, apesar de ser funcionário público e estar em horário de trabalho na imagem empregada, tal fato não autorizaria sua exposição em vídeo comercial.
Além disso, José Angelo afirma que após o vídeo, acabou se tornando alvo de chacota e recebido diversos comentários depreciativos. Nesse sentido, o agente teria ficado conhecido como o que mais multa e não sabe pôr ordem no trânsito, colocando em questionamento sua competência profissional.
Uma audiência foi marcada para agosto deste ano, ainda em caráter conciliatório. Além de pedir uma indenização de R$ 20 mil, o agente quer a retirada do vídeo nas redes sociais.
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