
Nego Di quebrou o silêncio e deu uma entrevista a Roberto Cabrini. Na entrevista que foi ao no Domingo Espetacular desse domingo (15), o humorista afirmou que foi enganado pelo seu sócio, Anderson Bonetti e o classificou como “estelionatário profissional”.
Nego Di está sendo acusado de lesar 370 pessoas ao oferecer produtos eletrônicos em uma loja virtual chamada “Tádizueira”. Produtos esses que nunca foram entregues. Em prints divulgados, o humorista prometia o estorno do pagamento e um prazo maior para as entregas, que de fato nunca aconteceram.
Ele garantiu não ter tido a intenção de enganar seus seguidores. “Não faria sentido eu acordar um dia e decidir ‘vou dar um golpe nos meus seguidores’, isso não existe.” Nego Di explicou que apenas confiou em Bonetti, que administrava o projeto e, segundo ele, nunca lhe apresentou contratos. “Quando descobri que era um golpe, expus o rosto dele nas redes, revelei onde ele morava, mas depois disso ele cortou contato comigo.”
O humorista falou sobre a experiência traumática de sua prisão e o impacto que o episódio teve em sua vida. “Eu fui para o pior lugar que o ser humano pode ir, que é a prisão. Pior que isso, acho que só o cemitério”, desabafou. Segundo ele, o período atrás das grades foi marcado por sofrimento físico e emocional. “Eu estava sendo transportado numa viatura, algemado, vendo o mundo pelo vidro de um camburão. Pra mim, aquilo foi uma vergonha.” Durante o tempo em que esteve preso, perdeu 33 quilos e enfrentou um quadro de depressão. “Cheguei a ficar 72 horas seguidas sem comer nada. Precisava de remédio para dormir e para acordar.”
Ao falar sobre sua origem, Nego Di reforçou as dificuldades que enfrentou desde a infância. “Comecei a minha vida no fundo do poço. Sou filho único, de mãe solteira. Morei a vida inteira de aluguel, fui despejado várias vezes.” Ele destacou o contraste entre o momento em que começou a ascender profissionalmente e o baque que sofreu logo depois. “Consegui ascender e, quando achei que estava no meu melhor momento, a minha vida desabou”, disse, em referência ao período em que foi preso.
Assumindo parte da responsabilidade por ter se envolvido com a plataforma, ele reconheceu o erro: “Eu tenho consciência de que, através de mim, um estelionatário acabou enganando pessoas. E eu gostaria de dizer que sinto a dor dessas pessoas porque eu vim do mesmo lugar dessas pessoas.” Por fim, ele revelou que o episódio segue sendo um peso em sua vida. “Isso é um fantasma que me acompanha desde 2022.”
Confira a entrevista na íntegra:
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