Grupo Clareou prometeu levar o caso a Justiça. Ivete Sangalo estaria usando nome indevido para promover uma turnê musical.
A cantora Ivete Sangalo se envolveu em uma polêmica com o grupo de samba Clareou após anunciar sua nova turnê, intitulada Ivete Clareou. O nome escolhido pela artista gerou reação imediata da banda carioca, que alega ser a dona legal da marca Clareou desde 2010 e promete levar o caso à Justiça.
De acordo com nota enviada pelo grupo à imprensa, os integrantes afirmam que estão tomando medidas administrativas e judiciais para garantir seus direitos. Eles acusam Ivete e sua equipe de usarem o nome da turnê sem autorização, mesmo com a marca registrada há mais de uma década no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).
Segundo o grupo, não houve qualquer conversa, consulta ou proposta de parceria com a cantora baiana. A principal acusação é de uso indevido de uma marca registrada, o que inclui turnês, shows e eventos musicais, exatamente o tipo de projeto que Ivete está promovendo.
A situação se agravou quando, no final de maio, Ivete entrou com pedido no INPI para registrar os nomes Ivete Clareou e Clareou como marcas próprias. O pedido foi feito semanas antes do lançamento oficial da turnê, que pretende homenagear grandes nomes do samba e tem estreia prevista para outubro.
Com a repercussão do caso, o grupo Clareou demonstrou preocupação com possíveis prejuízos à sua imagem. Nas redes sociais, muitos fãs se confundiram, acreditando que havia uma parceria entre a banda e a artista, o que não é verdade.
A banda reforça que a marca Clareou está protegida legalmente em categorias que envolvem produtos e serviços voltados ao entretenimento e à música, a mesma área de atuação da turnê de Ivete. Diante disso, os músicos reafirmam que seguirão com as ações legais para defender o nome que os acompanha há mais de uma década.
Equipe de Ivete Sangalo se manifestou sobre o caso
Diante da repercussão, a equipe da cantora rebateu a nota enviada pelo grupo de pagode.
“Esclarecemos que a marca registrada junto ao INPI, pelo grupo que emitiu a nota, é, na verdade, ‘Grupo Clareou’ (e não ‘Clareou’, como afirmou na nota), o que não lhe confere direito de exclusividade quanto ao uso da palavra ‘Clareou’, isoladamente ou em conjunto com outras”, disse a empresa, em nota, ao Hugo Gloss.
A Super Sounds afirmou também que a palavra “clareou” é de uso comum na língua portuguesa e que está presente em “diversas obras musicais do samba brasileiro, cujo uso não pode ser objeto de exclusividade”.
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