O Cambridge Dictionary revelou nesta terça-feira (18/11) que parasocial é a palavra do ano de 2025. O termo ganhou força mundial após o noivado de Taylor Swift, 35, com o jogador Travis Kelce, 36, que intensificou o debate sobre vínculos emocionais unilaterais entre público e celebridades.

🎬 Confira o post oficial do Cambridge Dictionary:

A instituição britânica destacou que a repercussão do casal aumentou significativamente as consultas ao termo, associado a conexões criadas por fãs com figuras públicas que não conhecem pessoalmente.

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Em comunicado, o Cambridge University Press & Assessment explicou que as canções confessionais de Taylor Swift ajudam a criar laços intensos, descritos por psicólogos como relacionamentos parasociais. A entidade afirmou que o anúncio do noivado com Travis Kelce, em agosto, provocou picos de buscas na plataforma.

De acordo com a definição oficial, parasocial descreve um vínculo emocional que alguém sente com uma pessoa famosa que não conhece, com personagens de obras de ficção ou até com inteligências artificiais.

“Parasocial captura o zeitgeist de 2025. O que antes era um termo acadêmico se tornou parte do dia a dia”, afirmou Colin McIntosh, editor-chefe do Cambridge.

McIntosh acrescentou que mudanças tecnológicas ampliaram a presença desses vínculos: “A linguagem em torno dos fenômenos parasociais está evoluindo conforme tecnologia, sociedade e cultura se transformam”. O texto também cita podcasts, que, pelo tom íntimo e espontâneo, passaram a ocupar o espaço de “amigos virtuais”.

A popularização do termo tem base histórica. Em 1956, os sociólogos Donald Horton e Richard Wohl usaram a expressão para descrever a familiaridade que telespectadores sentiam por apresentadores de TV. Segundo o Cambridge, a cultura pop atual, intensificada por redes sociais, elevou o fenômeno a uma escala global, especialmente com celebridades como Swift, cujos fãs analisam detalhes de letras, símbolos e pistas escondidas.

A psicóloga Simone Schnall, da Universidade de Cambridge, comentou no comunicado que muitos espectadores assumem que influenciadores são “confiáveis” devido ao número de seguidores. Para ela, isso reforça a sensação de proximidade: “As pessoas acreditam que conhecem quem acompanham, mas o vínculo é completamente unilateral”.

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Autor

  • Eduarda Zarnott

    Licenciada e mestranda pela Universidade Federal de Pelotas, trabalha com produção de conteúdo desde 2023 cobrindo entretenimento, celebridades e os bastidores que movimentam o universo pop.


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