Um homem identificado como Prenell Rousseau, de 30 anos, que já havia sido alvo de uma medida protetiva movida por Billie Eilish, morreu após ser atingido por um trem em Long Island, nos Estados Unidos, na quarta-feira (25/03). O caso foi tratado como acidental, mas resgata um histórico de perseguição que mobilizou a família da artista.
Enquanto esperávamos pela segurança, Rousseau permaneceu na nossa varanda, sentou-se e começou a ler um livro, falando sozinho em alguns momentos. Meu pai pediu várias vezes para ele sair, mas ele se recusou.
Billie Eilish, em documentos judiciais.
O relato feito pela cantora à Justiça, divulgado pelo New York Post, detalha o comportamento persistente do homem e ajuda a dimensionar os episódios que levaram à concessão de uma ordem de restrição contra ele nos Estados Unidos.
De acordo com autoridades locais, Rousseau praticava atividades físicas próximo aos trilhos da Long Island Rail Road quando foi atingido. A investigação preliminar não apontou indícios de crime, e o caso foi classificado como fatalidade.
Histórico de perseguição gerou preocupação da família
Prenell Rousseau ganhou notoriedade em 2020 após aparecer repetidamente em frente à casa de Billie Eilish, em Los Angeles. O comportamento foi descrito em documentos judiciais como “errático”, levando a artista e sua família a solicitarem uma medida protetiva.
Segundo os registros, o homem chegou a permanecer na varanda da residência sem autorização. Ele foi abordado pelo pai da cantora, Patrick O’Connell, mas retornou ao local no mesmo dia, o que agravou a situação e resultou em prisão por invasão.
A Justiça norte-americana concedeu uma ordem de restrição com validade inicial de três anos, podendo ser estendida em caso de novos episódios.
Música de Billie Eilish volta ao debate após caso envolvendo stalker
Após a confirmação da morte, fãs passaram a resgatar trechos da faixa The Diner, lançada em 2024 no álbum HIT ME HARD AND SOFT, apontando semelhanças diretas entre a narrativa da música e o histórico real enfrentado pela cantora.
Na letra, Billie constrói a perspectiva de um perseguidor que invade espaços privados e demonstra comportamento obsessivo, com menções a presença constante, vigilância e recusa em se afastar — elementos que também apareceram nos documentos judiciais do caso envolvendo Rousseau.
🎧 Ouça The Diner e entenda o paralelo que chamou atenção:
Casos recentes mostram padrão de perseguição
A repercussão do caso envolvendo Billie Eilish não é isolada e se soma a outros episódios recentes de perseguição a figuras públicas. Em março de 2026, Jennie, integrante do BLACKPINK, reagiu após ser cercada por pessoas durante um passeio em Paris e desabafou sobre a falta de respeito ao seu espaço pessoal.
“Isso é demais para mim… Posso viver o meu dia?”, disse a artista ao tentar conter a abordagem, que, segundo relatos, envolvia pedidos insistentes de fotos e autógrafos.
Situações semelhantes também atingiram o príncipe Harry, que, segundo a revista People, foi seguido por uma mulher em Londres e teve sua segurança colocada à prova após a invasão de áreas restritas durante eventos oficiais.
No Brasil, a atriz Daniele Suzuki relatou ter sido perseguida por 17 anos por um homem que enviava mensagens, áudios e até ameaças contra pessoas próximas, caso que resultou na prisão do suspeito em fevereiro de 2026.
Os episódios reforçam um padrão recorrente de perseguição a celebridades, que frequentemente exige medidas legais e mudanças na rotina para garantir segurança.
Descubra mais sobre Entretê Spin OFF
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






