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A página Choquei e seu fundador, Raphael Sousa Oliveira, acionaram a Justiça contra Danilo Gentili em uma ação que envolve declarações do apresentador sobre a morte de uma jovem em 2023. O processo foi iniciado em 23 de fevereiro, segundo a coluna de Fábia Oliveira. Entre as publicações citadas na ação, estão posts em que o humorista associa diretamente a página ao caso ocorrido naquele ano.
Confira algumas das declarações de Danilo Gentili:
Vocês são podres. Lixos.
— Danilo Gentili (@DaniloGentili) December 23, 2023
Canalhas. Vagabundos.
Foi assim que o dono do site tratou a vítima de Fake News. https://t.co/Dx6wt0jSBG pic.twitter.com/ycwf4ZZcW0
Vale a pena lembrar que a publicação do @choquei incentivou a morte de Jéssica e o site militante de fofocas continua operando tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.
— Danilo Gentili (@DaniloGentili) February 19, 2024
A ação foi movida pela empresa R. Sousa Publicidade, responsável pela página, que reúne milhões de seguidores nas redes sociais. Segundo os autores, Gentili teria publicado, de forma reiterada desde 2023, conteúdos que associam diretamente o perfil à morte de Jéssica Canedo, o que configuraria calúnia.
Entenda o que motivou o processo
O caso citado na ação remonta a 2023, quando Jéssica Canedo teve o óbito confirmado após a circulação de uma informação falsa sobre um suposto relacionamento com Whindersson Nunes. Na época, a notícia foi amplamente compartilhada nas redes sociais, incluindo repostagens da Choquei.
De acordo com os documentos do processo, Danilo Gentili teria passado a acusar publicamente a página de responsabilidade direta pelo ocorrido, incentivando seguidores a utilizarem hashtags críticas nas redes.
A defesa da Choquei sustenta que investigações conduzidas pelas autoridades não responsabilizaram criminalmente a página pelo caso. Além disso, alega que as declarações do apresentador teriam afetado a reputação do perfil e colocado em risco a segurança de Raphael Sousa Oliveira.
Conhecido por um estilo direto e frequentemente envolvido em episódios controversos, Gentili já protagonizou outras situações que geraram repercussão pública. Entre elas, a defesa do humorista Léo Lins após condenação judicial por falas consideradas ofensivas, além de comentários irônicos direcionados a figuras como Thais Carla e o próprio Whindersson Nunes em diferentes ocasiões recentes.
Pedido de remoção de posts foi negado
Entre os pedidos apresentados à Justiça, estão a remoção de 21 publicações feitas por Gentili e a realização de uma retratação pública. No entanto, a solicitação de liminar foi negada pela juíza responsável no dia 15 de abril.
Apesar da negativa inicial, o processo segue em andamento. Como pedidos principais, os autores solicitam indenização por danos morais de R$ 100 mil para a empresa e R$ 30 mil para o fundador.
Caso ocorre em meio a investigações envolvendo a página
O processo contra Danilo Gentili surge em um momento especialmente sensível para Raphael Sousa Oliveira, fundador da Choquei. O influenciador foi preso no dia 15 de abril durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal em nove estados para investigar um esquema que pode ter movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão.
De acordo com a apuração, Raphael atuaria como “operador de mídia” dentro da estrutura investigada, sendo responsável por divulgar conteúdos estratégicos e gerir a imagem de envolvidos no esquema. A investigação também aponta o uso de plataformas digitais para promover apostas ilegais, rifas online e movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Inicialmente detido na sede da Polícia Federal em Goiânia, ele foi transferido no dia 17 de abril para o Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Daniella Cruvinel, unidade de segurança máxima em Aparecida de Goiânia. No local, segue a rotina padrão do sistema, com quatro refeições diárias, duas horas de banho de sol e direito a até duas visitas por mês .
Segundo informações divulgadas pelo portal G1, a defesa sustenta que a prisão é injustificada e já acionou o Tribunal Regional Federal da 3ª Região com pedido de habeas corpus. Os advogados afirmam que as diligências foram concluídas e que não há fundamentação individualizada para manter Raphael sob custódia.
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