A entrada de Kate Middleton na família real britânica teria enfrentado resistência de rainha Camilla antes do casamento com príncipe William. A informação aparece na biografia Kate!, de Christopher Andersen, lançada em maio e repercutida pela Page Six nesta terça-feira (12/05).
Ela não achava que Kate estivesse à altura, por assim dizer. Ela estava abaixo do padrão. Não tinha sangue aristocrático
Christopher Andersen, em Kate!
Segundo o autor, Camilla teria visto a então namorada de William como uma escolha distante do padrão aristocrático tradicional. A avaliação, de acordo com o livro, passava pela origem familiar de Kate, filha de Carole e Michael Middleton, ex-funcionários da British Airways que criaram uma empresa de artigos para festas.
O relato ganha peso em um momento em que Kate e William ocupam papel cada vez mais central na imagem pública da monarquia. Em meio às discussões sobre uma futura sucessão ao trono e às pressões enfrentadas pela família real britânica nos últimos anos, a trajetória da princesa voltou a ser observada como parte da renovação institucional do Palácio.
Livro reacende bastidores da realeza britânica
Na biografia, Christopher Andersen afirma que Camilla teria considerado Kate “comum demais” para se tornar esposa de um futuro rei.
“Pessoas como Camilla não a queriam porque achavam que ela era comum demais para ser esposa de um futuro rei”, escreveu o autor.
Kate e William se conheceram enquanto estudavam na Universidade de St Andrews, na Escócia. O casal anunciou o noivado em outubro de 2010 e oficializou a união em abril de 2011, em uma cerimônia na Abadia de Westminster, em Londres.
O livro também afirma que Camilla teria observado com desconfiança a postura de Carole Middleton, mãe de Kate. Segundo Andersen, a rainha teria interpretado a ascensão social da família Middleton como um ponto sensível nos bastidores do palácio.
“Camilla sabia reconhecer uma estrategista quando via uma”, afirma o autor sobre a forma como ela teria enxergado Carole.
Apesar da resistência descrita pelo biógrafo, Kate construiu uma imagem pública sólida ao longo dos anos. A princesa passou a cumprir compromissos oficiais, assumiu causas institucionais e se tornou uma das figuras centrais da monarquia ao lado de William.
Esse papel ganhou ainda mais destaque após o diagnóstico de câncer revelado por Kate em março de 2024. Na época, a princesa e William teriam colocado os filhos, George, Charlotte e Louis, como prioridade durante o tratamento, reforçando uma imagem familiar que passou a ter forte peso público dentro da realeza.
Pedido sobre nome de Catherine teria irritado William
Outro trecho da biografia aponta que Camilla e Charles III teriam feito um pedido considerado incômodo antes do casamento real. Segundo Andersen, os dois teriam sugerido que Catherine alterasse a inicial de seu nome de C para K.
A justificativa seria evitar outro monograma real começando com a letra C. A proposta, no entanto, teria irritado William, e o assunto foi deixado de lado após a reação do príncipe.
O autor ainda afirma que os primeiros anos da relação de Kate com a família real foram marcados por comentários nos bastidores. Mesmo assim, Andersen sustenta que a princesa manteve uma postura cuidadosa diante da exposição pública. “Kate nunca colocou um pé fora do lugar”, escreveu o biógrafo.
Além das tensões envolvendo Camilla, a trajetória de Kate dentro da realeza também foi atravessada por outros conflitos familiares. Livros recentes sobre a monarquia já apontaram, por exemplo, o afastamento gradual entre Kate Middleton e Meghan Markle, marcado por diferenças de postura dentro do Palácio e pela ruptura de Harry e Meghan com as funções oficiais em 2020.
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