Uma minuta de testamento preparada por Erasmo Carlos antes de sua morte teria desaparecido em meio à disputa pela herança do cantor. Segundo informações da coluna GENTE, da Veja, o documento não chegou a ser lavrado em cartório e não se sabe onde está atualmente.
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O material teria permanecido guardado no escritório do artista, mas nenhuma das partes envolvidas no processo afirma saber onde ele está. Embora não tivesse a formalidade de um testamento registrado, a minuta poderia indicar quais eram as intenções de Erasmo em relação aos próprios bens.
A ausência do documento acrescenta um novo elemento ao embate judicial entre Fernanda Esteves, viúva do músico, e os filhos Leonardo Esteves e Gil Esteves. Desde a morte do Tremendão, em novembro de 2022, os familiares discutem a divisão do patrimônio deixado pelo artista.
O espólio reúne imóveis, investimentos e direitos autorais relacionados à extensa carreira de Erasmo. O patrimônio é estimado em aproximadamente R$ 15 milhões, embora o valor não tenha sido confirmado oficialmente.
Minuta poderia ganhar espaço na discussão judicial
Por não ter sido formalizada em cartório, a minuta não equivale a um testamento registrado. Ainda assim, segundo a publicação, seu conteúdo poderia servir como referência em uma eventual discussão judicial sobre a vontade manifestada por Erasmo antes da morte.
O desaparecimento do material dificulta qualquer tentativa de utilizá-lo no processo. Até o momento, não há informação de que o documento tenha sido localizado ou de que alguma das partes tenha uma cópia.
A questão ganha relevância diante dos diferentes desdobramentos que a divisão dos bens já provocou desde 2022, envolvendo tanto questões patrimoniais quanto movimentações financeiras relacionadas ao espólio.
Disputa pela herança de Erasmo Carlos já teve desdobramentos
Fernanda Esteves deixou de receber valores referentes ao aluguel de um apartamento em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, onde viveu com Erasmo. O imóvel faz parte do espólio, e os repasses foram bloqueados pela Justiça após um pedido dos advogados de Leonardo e Gil.
Os filhos do cantor também questionaram movimentações realizadas em contas ligadas ao músico. Entre elas está uma transferência de R$ 300 mil feita em 22 de novembro de 2022, mesmo dia da morte de Erasmo, além de outra operação de R$ 45 mil, que estaria relacionada ao pagamento de serviços jurídicos contratados por Fernanda.
O caso chegou à esfera criminal depois que os herdeiros apresentaram uma notícia-crime à Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro. O Ministério Público, no entanto, rejeitou o pedido de investigação por considerar que não havia elementos suficientes para atribuir responsabilidade penal à viúva pelas movimentações.
Em meio às dificuldades decorrentes do impasse, Roberto Carlos também teria procurado Fernanda em duas ocasiões para oferecer ajuda financeira, conforme divulgado anteriormente pela coluna GENTE. A viúva teria recusado as propostas feitas pelo amigo de longa data de Erasmo.
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