Fiuk recebeu uma determinação judicial para retirar um vídeo de seu canal no YouTube após ser processado pelo produtor André Luis Martins Camargo e pela empresa Owner Entertainment. A decisão, proferida em 2 de outubro, estabeleceu um prazo de 24 horas para a exclusão do material, que contém acusações relacionadas a um projeto de filme que não chegou a ser realizado.
🎬 Assista ao vídeo em que Fiuk acusa produtor de tentar roubar seu filme:
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21/10) pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles. Além da retirada da publicação, os responsáveis pela ação solicitam uma indenização de R$ 40 mil por danos morais, uma retratação pública e medidas para impedir que o conteúdo volte a circular.
A disputa começou após o artista divulgar o vídeo Tentaram me Roubar?! – Descontrole: a verdade além do filme, no qual questiona a conduta do produtor durante o desenvolvimento de uma produção sobre automobilismo. O conflito já havia se tornado público em novembro de 2025, quando Fiuk afirmou ter sido retirado de seu próprio filme e perdido acesso aos materiais gravados.
Por que Fiuk foi processado?
O processo, iniciado em 29 de setembro, tem como ponto central as declarações feitas pelo cantor sobre o encerramento de uma parceria profissional. André Luis e a Owner Entertainment alegam que a exposição pública prejudicou suas reputações e associou seus nomes a práticas ilícitas sem comprovação.
Segundo os autores, a publicação apresenta uma interpretação dos fatos que não corresponde ao histórico das negociações. Eles também contestam a afirmação de que teriam utilizado indevidamente uma ideia desenvolvida com o artista.
Na ação, o produtor e a empresa argumentam que Fiuk não apresentou elementos específicos que demonstrassem a apropriação de seu projeto. Também sustentam que não houve assinatura de contrato entre as partes que formalizasse a realização do longa-metragem.
O episódio não é o primeiro desdobramento judicial da disputa. Em agosto, Fiuk também se tornou réu em uma ação movida pelo produtor e dublê Jonathan Neves, que pediu uma indenização de R$ 50 mil por danos morais após aparecer no vídeo divulgado pelo cantor.
O que aconteceu com o filme de Fiuk?
Antes do conflito judicial, o cantor participava das conversas para desenvolver Descontrole, uma produção de ação ambientada no universo do drift, modalidade automobilística caracterizada por manobras de derrapagem controlada.
A proposta envolvia a colaboração entre Fiuk, André Luis Martins Camargo e a Owner Entertainment. Entretanto, o projeto não avançou até a realização do filme.
Conforme a versão apresentada pelos responsáveis pela produtora, divergências criativas e dificuldades nas negociações contratuais impediram a continuidade do trabalho. Eles afirmam que o artista deixou de responder a documentos considerados necessários para formalizar a parceria.
A empresa já havia apresentado essa versão publicamente em agosto, quando rebateu as acusações de Fiuk e anunciou medidas legais contra o cantor. Na ocasião, também negou que o artista tivesse investido recursos próprios na produção.
Outro ponto abordado no processo diz respeito ao dinheiro obtido durante a preparação da produção. André e a empresa asseguram que os recursos recebidos de patrocinadores foram devolvidos depois do encerramento das negociações.
Os autores também negam ter utilizado esses valores para financiar outro longa-metragem ou obtido benefícios financeiros indevidos por meio da associação com o nome de Fiuk.
Qual é a relação entre Descontrole e Tração?
Uma das principais divergências envolve Tração, filme desenvolvido pelo produtor após o fim das tratativas com o cantor.
Enquanto Descontrole tinha como referência o universo do drift, Tração foi concebido como uma história de ação ligada ao motocross. Essa distinção é utilizada por André e pela Owner Entertainment para sustentar que os projetos possuem propostas próprias.
Na ação judicial, os autores afirmam que o roteiro e a identidade de Tração não foram derivados da ideia apresentada por Fiuk. Eles também contestam a existência de elementos que comprovem a utilização indevida de materiais pertencentes ao artista.
Em dezembro de 2025, Fiuk divulgou vídeos, áudios e registros de bastidores para defender sua participação na criação do projeto. Na ocasião, afirmou que as conversas sobre o longa começaram em 2020 e sustentou que sua imagem teria sido utilizada em negociações comerciais sem autorização.
A discussão sobre as duas produções está diretamente relacionada à acusação feita no YouTube. Para os responsáveis pela empresa, o vídeo estabeleceu uma ligação indevida entre o encerramento da parceria e o desenvolvimento posterior de outro filme.
A controvérsia envolve, portanto, duas questões distintas: as circunstâncias que levaram ao fim da colaboração e a alegação de que uma produção teria aproveitado elementos criativos da outra.
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