⚠️ Aviso de conteúdo sensível: este texto aborda denúncias e investigações relacionadas a crimes de violência sexual, incluindo referências a abuso envolvendo menores. Caso tenha conhecimento de violência sexual contra crianças ou adolescentes, denuncie pelo Disque 100. Mulheres em situação de violência podem ligar 180 (Central de Atendimento à Mulher).
O príncipe William e Kate Middleton se posicionaram publicamente sobre as novas revelações envolvendo os arquivos de Jeffrey Epstein no Reino Unido. A manifestação ocorre em meio a um novo ciclo de pressão institucional sobre o príncipe Andrew, tio do herdeiro do trono britânico, novamente citado nos documentos.
Posso confirmar que o príncipe e a princesa estão profundamente preocupados com as revelações contínuas. Os pensamentos deles permanecem focados nas vítimas.
Porta-voz do príncipe William e de Kate Middleton.
A declaração foi feita a jornalistas pouco antes da chegada de William a Riade, na Arábia Saudita, onde o príncipe cumpre uma viagem oficial de alto nível. Segundo o Portal Reuters, trata-se do posicionamento mais direto já atribuído ao núcleo central da monarquia desde a divulgação da nova leva de arquivos ligados a Epstein.
Até então, as manifestações públicas da Coroa vinham sendo mais cautelosas. Em outubro, o rei Charles III e a rainha Camilla afirmaram que seus pensamentos estavam com as vítimas e sobreviventes de abuso, sem comentar diretamente os envolvidos.
O gesto de William e Kate, agora, é interpretado como uma tentativa clara de reforçar o distanciamento institucional em relação às controvérsias que cercam Andrew.
Príncipe Andrew volta ao centro do escrutínio público
Os documentos tornados públicos nos Estados Unidos reacenderam questionamentos sobre o príncipe Andrew, de 65 anos, que já havia sido afastado das funções oficiais após sua ligação com Jeffrey Epstein.
E-mails incluídos no material sugerem que ele teria compartilhado documentos oficiais britânicos relacionados a comércio internacional com o financista em 2010, mesmo após a condenação de Epstein por crimes sexuais.
À época, Andrew atuava como enviado especial do Reino Unido para comércio e investimento, função que impõe regras rígidas de confidencialidade. O príncipe sempre negou qualquer irregularidade e não respondeu a pedidos de comentário após a divulgação dos novos arquivos.
Consequências institucionais seguem em andamento
Andrew deixou oficialmente todas as funções públicas em 2019, perdeu títulos e, nas últimas semanas, foi obrigado a desocupar sua residência real. As autoridades britânicas ainda avaliam se as informações recentes motivam novas investigações, enquanto a crise continua a atingir a monarquia em um momento sensível de reposicionamento e transição de imagem.
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