Para quem mantém o hábito de tomar café todos os dias, novas evidências científicas trazem um motivo extra para comemorar. Um estudo recente sugere que o consumo regular da bebida pode estar relacionado à redução do risco de demência e ao retardamento do declínio cognitivo ao longo do envelhecimento.

A pesquisa analisou dados de mais de 130 mil voluntários acompanhados por décadas e reforça a hipótese de que componentes presentes no café exercem um efeito protetor sobre o cérebro, especialmente quando o consumo ocorre de forma moderada e contínua.

O que diz o estudo sobre café e demência

Publicado na revista científica Journal of the American Medical Association, o estudo acompanhou 131.821 participantes entre 1980 e 2023. Os pesquisadores observaram que pessoas que consumiam entre duas e três xícaras de café por dia apresentaram menor risco de desenvolver demência em comparação àquelas que não tinham o hábito.

Além da redução do risco, os dados indicaram um possível efeito na preservação da função cognitiva e no atraso do declínio mental associado ao envelhecimento. A análise foi baseada em dois grandes estudos populacionais conduzidos nos Estados Unidos, amplamente reconhecidos na área da saúde.

Por que o café pode beneficiar o cérebro

Especialistas apontam que o café contém compostos bioativos, como cafeína e antioxidantes, que ajudam a reduzir processos inflamatórios e o estresse oxidativo no organismo. Esses fatores estão diretamente ligados ao envelhecimento cerebral e ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

A cafeína também pode estimular áreas do cérebro relacionadas à atenção, memória e desempenho cognitivo, contribuindo para a manutenção das funções mentais ao longo do tempo, especialmente quando consumida em doses moderadas.

Qual a quantidade considerada segura

Segundo os dados da pesquisa, o benefício foi observado principalmente entre pessoas que ingeriam de duas a três xícaras de café por dia. Quantidades muito elevadas não foram associadas a ganhos adicionais e podem provocar efeitos indesejados, como ansiedade e alterações no sono.

Por isso, os pesquisadores reforçam que o café deve fazer parte de um estilo de vida equilibrado, aliado a alimentação adequada, prática de atividade física e acompanhamento médico regular, especialmente em pessoas mais velhas.

O café substitui outros cuidados com a saúde mental?

Apesar dos resultados positivos, os autores do estudo destacam que o consumo de café não substitui outras estratégias comprovadas de proteção da saúde cerebral. Manter uma rotina ativa, controlar fatores de risco cardiovasculares e estimular o cérebro com atividades cognitivas continuam sendo medidas essenciais.

O café, nesse contexto, surge como um aliado complementar, e não como uma solução isolada para a prevenção da demência ou de outras doenças neurodegenerativas.


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Vivian Riguetti

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, com pós-graduação em Jornalismo Digital. Possui experiência na produção de notícias, conteúdos de blogs e revisão textual. Atua como redatora há mais de cinco anos, escrevendo sobre entretenimento, famosos e moda.. Contato: [email protected]

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