Alok toma atitude fora do Brasil e é criticado: “Convicção”

Alok
Alok (Foto: Reprodução/Instagram)

O DJ Alok conversou com o colunista Leo Dias, do Metrópoles, para falar sobre as críticas que vem recebendo por conta das doações que fez no exterior.

É que algumas pessoas alegam que essa ajuda deveria ser focada no Brasil, país natal do músico. Na entrevista, ele contou que doa bem mais ao Brasil e disse ainda que o dinheiro destinado para os países estrangeiros também vem de fora.

“São recursos que vêm de uma parceria com um gamer, de um personagem internacional, então eu precisava voltar recursos para os países de matrizes que também compraram [o jogo]”, falou o famoso, afirmando que tem parcerias com países que já tinha certa afinidade.

“Eu consegui fazer parcerias na África e na Índia, porque já tenho afinidade lá. No Brasil, eu consegui trazer R$ 27 milhões, então é muito mais”, contou, falando na sequência que doaria tudo ao Brasil, se fosse possível. “Se eu pudesse, traria tudo”, disse.

Quarto melhor do mundo

Após alcançar a quarta posição entre os melhores DJs do mundo, pela revista inglesa DJ Mag, Alok falou sobre essa conquista.

“Eu sempre espero que essas conquistas se tornem inspiração para que outras pessoas vejam o quanto podemos ir muito além do que imaginamos e do que elas esperam. Torço para que artistas independentes vejam nessa posição um brasileiro que pensou várias vezes em seguir outros caminhos, mas por amor ao que faz, insistiu e chegou onde queria. Que mais artistas brasileiros surjam a partir de suas motivações por trabalhar com algo que somos extremamente apaixonados, que é a música, tendo a convicção do seu poder para transformar um dia, sua vida e de outras pessoas”, disse o músico.

Projeto na África

Em uma entrevista antiga ao Blog do Leo Dias, no UOL, o DJ falou sobre um projeto que tem na África.

“A gente tem um projeto na África, o Fraternidade Sem Fronteiras, que atua no Brasil também. São 15 mil crianças hoje, e cada criança tem um custo de R$ 50. Tem os padrinhos, e tem alguns assuntos pontuais que eu faço e outras pessoas fazem, que é levantar hospital, escola, enfim. Mas se o dólar aumenta e você tem a mesma quantidade [de custo], mas menos dinheiro, a conta não fecha”, explicou.

Ainda no bate-papo, ele falou que não está preocupado em ser o melhor do mundo.

“Não estou preocupado em ser o maior DJ do planeta. Só vale ser o número 1 do mundo se eu estiver ajudando ou servindo. Não gostaria de ter mais do que contribuí”, ressaltou.