
O ex-BBB Gil do Vigor criticou o PT após o partido divulgar um comunicado reconhecendo o resultado das eleições na Venezuela. No último domingo (28), o presidente Nicolás Maduro foi reeleito no país com 51% dos votos.
Em comunicado, o Partido dos Trabalhadores reforçou o apoio a população da Venezuela e afirmou que a decisão do povo foi ‘‘soberana’’. “O PT saúda o povo venezuelano pelo processo eleitoral ocorrido no domingo, dia 28 de julho de 2024, em uma jornada pacífica, democrática e soberana’’, diz o comunicado.
‘‘Temos a certeza de que o Conselho Nacional Eleitoral, que apontou a vitória do presidente Nicolas Maduro, dará tratamento respeitoso para todos os recursos que receba, nos prazos e nos termos previstos na Constituição da República Bolivariana da Venezuela’’, completa.
A posição não agradou Gil do Vigor, que vê o resultado das eleições na Venezuela como ilegítimo. “Infelizmente, a política foi tomada pela ambição pelo poder. O medo do destrono grita, fazendo com que valores sejam colocados de lado, valores esses responsáveis por colocar o PT como uma esperança de transformação e respeito à democracia’’, declarou o economista.
Infelizmente, a política foi tomada pela ambição pelo poder. O medo do destrono GRITA, fazendo com que valores sejam colocados de lado, valores esses responsáveis por colocar o PT como uma esperança de transformação e respeito à democracia. Serei criticado? Sempre! Ambos os lados… https://t.co/K5VQrGO4Vz
— GIL DO VIGOR (@GilDoVigor) July 30, 2024
Possível fraude no resultado das eleições na Venezuela
Apesar do resultado, a falta de transparência durante o processo eleitoral levantou a preocupação de venezuelanos e órgãos internacionais por uma suposta fraude. Nesta terça-feira (30), a OEA (Organização dos Estados Americanos) não reconheceu o resultado das eleições na Venezuela.
Segundo relatório realizado pela entidade, ‘‘o regime ignora a vontade da maioria expressa nas urnas por milhões de homens e mulheres‘’. A OEA ainda afirma que ‘‘não existe qualquer suporte documental público que suporte os dados anunciados pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral)”.
Entre as justificativas para o não reconhecimento dos resultados, a OEA cita, por exemplo, a suspensão da transmissão de resultados em centros da votação; a repressão de candidatos; o ataque à imprensa e a contradição entre as percentagens anunciadas e os exercícios de verificação cidadã que foram à público no final do processo.
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