Ludmilla revela motivo para protesto contra racismo em premiação

Ludmilla (Reprodução/Instagram)
Ludmilla (Reprodução/Instagram)

Ludmilla comentou sobre o protesto que realizou durante o Prêmio Multishow deste ano, na última quarta-feira (11). A cantora expôs áudios de ataques racistas que já sofreu durante a sua apresentação do novo single Rainha da Favela. Ela ainda revelou que seu intuito era mostrar ao público, um pouco dos diversos ataques que constantemente ele vem enfrentando.

É muito complicado você ter que se afirmar toda hora, você ter que provar toda hora que merece estar ali. E chegou uma hora que eu não quis mais provar que eu merecia estar ali, sabe. Eu só faço e eu estou ali porque eu sou isso, eu não tenho mais nada que provar para essas pessoas. E eu quis deixar aqueles áudios para o Brasil inteiro saber o que eu passo, o que eu enfrento. E, às vezes, algumas pessoas não entendem algumas atitudes minhas. Mas é tipo só a pontinha do iceberg de tudo o que acontece comigo nos bastidores”, afirmou a artista durante uma live no Instagram, com Hugo Gloss.

A funkeira ainda afirmou que sua atitude teve um simbolismo muito importante. “Estar ali performando, fazendo tudo aquilo e mostrando a minha música também é uma forma de mostrar para eles que eu não vou parar de jeito nenhum. Não importa o que eles falarem, o que eles disserem. Ninguém pode me parar. Só Deus pode me parar, e ele me botou aqui. Eu vou continuar fazendo isso, levando alegria para as pessoas e cantando a minha música”.

Lud ainda revelou que passou a se aprofundar bem mais sobre o racismo nos últimos tempos. “Eu fui pesquisar mais sobre racismo, o que acontece… E eu estava vendo um filme que mostra que antigamente, na época da escravidão, quando um negro sabia fazer uma coisa a mais do que um branco, tipo, sabia ler, cantar melhor ou tocar algum instrumento melhor, apanhava, levava chibatada por isso. E, na nossa atualidade, essas chibatadas são esses ataques. Porque tem gente que não aceita uma preta estar no topo”, refletiu.

“Uma preta ter um carro melhor do que um branco. Uma preta estar numa posição melhor. Uma preta estar vestida melhor. Uma preta estar falando melhor. Estar se posicionando e estar pegando o seu lugar de fala, que é o seu de verdade. E aí, vêm as chibatadas. Só que antigamente era aquela escravidão, era aquilo tudo, era tudo amarrado. Hoje, a gente tem liberdade. Hoje eu sou livre para fazer o que eu quiser. Hoje, ninguém pode me prender”, ressalta Ludmilla.

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