O humorista e influenciador Nego Di, nome artístico de Dilson Alves da Silva Neto, ganhou sua maior exposição nacional em 2021 ao participar do Big Brother Brasil (TV Globo), principal reality show da televisão brasileira. Sua trajetória, porém, passou a ser marcada por uma série de polêmicas e problemas na Justiça.
Nos últimos anos, o gaúcho voltou ao centro das atenções ao ser investigado, preso e, posteriormente, condenado por diversos crimes. A seguir, entenda quem é Nego Di, como foi sua carreira e os desdobramentos do caso que levou à sua condenação.
| Informação | Resposta |
| Nome verdadeiro: | Dilson Alves da Silva Neto |
| Idade: | 32 anos |
| Profissão: | Humorista, influenciador digital e ex-participante de reality show |
| Ficou conhecido por: | Participar do Big Brother Brasil 21 (BBB 21) |
| Desempenho no BBB: | 3º eliminado do BBB 21, com 98,76% dos votos |
| Esposa: | Gabriela Vicente de Sousa |
| Situação atual: | Está em liberdade provisória |
Quem é Nego Di?
Nego Di é um humorista e influenciador digital gaúcho que ganhou notoriedade com conteúdos de humor nas redes sociais. O reconhecimento em todo o país veio em 2021, ao participar do Big Brother Brasil 21 (BBB 21).
Considerado um dos principais nomes do humor no Rio Grande do Sul, ele se envolveu em polêmicas e questões judiciais pouco tempo depois do reality. Entre 2024 e 2025, o influenciador sofreu condenações em dois casos diferentes.
Nome verdadeiro, infância e início da carreira
Nascido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Dilson Alves da Silva Neto foi criado apenas pela mãe na capital gaúcha. Aos 12 anos, começou a ajudar financeiramente em casa. Na juventude, atuou como garçom, cozinheiro e taxista, além de ter servido ao Exército e aberto uma barbearia própria.
Em meados da década de 2010, Nego Di começou a se dedicar ao humor. Na época, passou a publicar conteúdos nas redes sociais e fez seus primeiros shows de stand-up. “Aconteceu por necessidade, foi um tiro no escuro. Fui fazer o show e fui super bem, não acreditavam que tinha sido minha primeira vez”, relembrou sobre a estreia nos palcos.
Como ficou conhecido nacionalmente
Nego Di começou a ganhar notoriedade em 2016, quando áudios humorísticos gravados por ele passaram a circular em grupos de WhatsApp. Pioneiro neste formato de conteúdo, o chamado “Dia de Maldade” foi o de maior repercussão. No início, produzia os áudios para amigos, mas o sucesso fez com que transformasse a iniciativa em um projeto profissional.
📱Confira o viral Dia de Maldade
Entre 2018 e 2020, integrou o elenco fixo do programa de rádio Pretinho Básico, da Rede Atlântida. Além do bordão “Hoje é dia de maldade”, também popularizou a expressão “É us guris”, inspirada na gíria e no sotaque gaúchos, que se tornou uma das marcas de seu trabalho. Ele também passou pelo Cafezinho, da Mix FM.
📱 Confira Nego Di no Pretinho Básico
Após deixar o Pretinho Básico, passou a concentrar a produção de conteúdo nas redes sociais, onde já acumulava milhares de seguidores. A visibilidade conquistada na internet abriu caminho para novas oportunidades na carreira, incluindo o convite para o Big Brother Brasil 21.
A participação no BBB 21 e a repercussão
Nego Di integrou o grupo Camarote do Big Brother Brasil após ser anunciado no elenco em 19 de janeiro de 2021. Em seu momento de maior visibilidade na carreira até então, definiu a entrada no reality show como uma “grande oportunidade”.
“É um grande marco na minha vida, vou começar a viver os melhores anos da minha vida a partir dali”, declarou Nego Di ao Gshow em 2021.
Durante as três semanas em que permaneceu no programa, Nego Di acumulou desentendimentos com outros brothers e passou a ser alvo de críticas por sua estratégia de jogo. Além disso, teve posicionamentos e declarações consideradas problemáticas, entre elas a afirmação de que era preconceituoso.
“Sou machista, sou homofóbico, sou racista, sou gordofóbico. A diferença entre mim e uma pessoa que talvez quer fazer mal a essas pessoas é que eu entendi que isso precisava parar dentro de mim”, afirmou no BBB 21, ressaltando que buscava mudar esse comportamento.
Outro episódio de ampla repercussão ocorreu quando ele declarou que não queria se deitar próximo de Carla Diaz e insinuou comportamento de cunho sexual. Na época, a equipe da atriz se manifestou nas redes sociais pedindo respeito. O humorista também afirmou que Gil do Vigor não era negro e fez declarações classificadas pelo público como de conotação racista.
Após vencer a prova de imunidade na primeira semana ao lado de Lucas Penteado, Nego Di enfrentou seu primeiro paredão na terceira semana, disputando a permanência na casa contra Fiuk e Sarah Andrade. Um dia antes da eliminação, a empresária afirmou durante o Jogo da Discórdia: “Quem não ganha o Big Brother é o Nego Di, porque ele vai sair amanhã.”
📺 Nego Di é eliminado do BBB 21 com 98,76% dos votos
Eliminado com 98,76% dos votos, Nego Di registrou, à época, a maior rejeição da história do BBB. O recorde, porém, seria superado semanas depois por Karol Conká. Após deixar o Big Brother, o humorista classificou a rejeição como um “choque”.
“É um choque. ’Que m**** eu fiz?’ Foi isso que eu pensei. […] As pessoas me perguntavam se eu me arrependi de alguma coisa. Logo que eu saí, sem pegar meu celular, eu dizia que não. Mas a sensação depois que peguei meu celular: eu me arrependi de ter entrado no Big Brother”
Nego Di.
Nego Di no BBB 21 — momentos marcantes
- Anúncio no BBB: Nego Di foi confirmado como integrante do grupo Camarote do BBB 21. “É um grande marco na minha vida”, declarou.
- Vitória na primeira prova de imunidade: Nego Di e Lucas Penteado venceram a primeira prova de imunidade do BBB 21 após quase nove horas de resistência.
- Falas polêmicas: Nego Di fez declarações consideradas problemáticas pelo público, entre elas a afirmação de que era preconceituoso.
- ‘Planta faz isso’: após receber um emoji de planta no Queridômetro, Nego Di reagiu dançando e disse a frase “Planta faz isso”, que se tornou um dos memes da edição.
- Eliminação e rejeição recorde: Nego Di foi eliminado no terceiro paredão, ao disputar a permanência na casa com Sarah e Fiuk. Recebeu 98,76% dos votos, a maior porcentagem da história do programa até aquele momento.
- ‘Cancelamento’ e arrependimento: após deixar o BBB, Nego Di passou a ser alvo de críticas nas redes sociais e afirmou que se arrependeu de ter participado do reality.
A ascensão e a queda de Nego Di
Com o ápice da carreira alcançado pelo convite e pela entrada no Big Brother Brasil, apenas cinco anos após seu primeiro grande destaque no humor, Nego Di acabou vivendo uma reviravolta pessoal e profissional após 2021.
Depois da rejeição de 98,76% no BBB e de uma imagem pública desgastada pelas polêmicas no confinamento, ele não voltou a alcançar a mesma projeção e passou a enfrentar investigações, prisões e condenações que mudaram os rumos de sua carreira.
O crescimento como humorista e influenciador
Nego Di, que no início da sua trajetória ostentava o título de “maior WhatsApper do Brasil”, seguiu ampliando sua atuação como humorista e influenciador digital. No stand-up, lançou os especiais de comédia As Aventuras de Nego Di (2018), Over12 (2020) e 98% – O Show (2022), este último em referência ao índice de rejeição registrado no BBB 21.
O estilo de humor adotado por Nego Di também foi alvo de críticas. Ao g1, em 2021, a comediante Mhel Marrer avaliou: “Por ter uma mentalidade bem de tiozão gaúcho, ele poderia ser considerado politicamente incorreto, pelas opiniões rasas e preconceituosas, mas fica faltando a parte da comédia.”
Além dos palcos, ao longo dos anos Nego Di também fortaleceu sua presença como influenciador digital. Nas redes sociais, ultrapassou a marca de um milhão de seguidores ainda antes do BBB e manteve a produção de conteúdos depois do reality.
As primeiras polêmicas
A exposição de Nego Di na TV aberta colocou o humorista ainda mais sob os olhares do público. Desde então, ele passou a ser alvo de críticas por declarações e piadas, entre elas comentários sobre as sequelas do AVC sofrido por Arlindo Cruz (1958–2025), feitos em 2019 e que repercutiram em larga escala em 2021.
Outros episódios também geraram debates, como falas contra participantes durante o BBB 21 e declarações transfóbicas direcionadas à cantora Linn da Quebrada durante um show, em 2022. Com isso, ele passou a ter a imagem associada a comentários considerados preconceituosos e ofensivos.
Paralelamente às polêmicas, vieram à tona, em 2024, casos judiciais relacionados a fatos ocorridos nos anos anteriores, como o caso Tadizuera e as investigações sobre rifas eletrônicas e loterias ilegais. Os episódios ampliaram a repercussão negativa em torno de Nego Di e antecederam sua prisão e posterior condenação.
O caso Tadizuera
O caso Tadizuera refere-se a um esquema de fraudes e estelionatos atribuído a Nego Di e ao sócio Anderson Boneti por meio da loja virtual Tá Di Zuera. Segundo a denúncia, entre 18 de março e 26 de julho de 2021, a dupla anunciava a venda de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, como smartphones, televisores e aparelhos de ar-condicionado, por preços abaixo do valor de mercado, sem condições de cumprir as ofertas.
No período, foram identificadas 16 vítimas de estelionato em Canoas, no Rio Grande do Sul. Os clientes não receberam os produtos adquiridos nem tiveram os valores pagos devolvidos. De acordo com as investigações, o esquema teria sido ampliado em 2022, chegando a atingir 370 vítimas em todo o estado. Entre janeiro e julho de 2022, a conta empresarial da Tá Di Zuera movimentou mais de R$ 5 milhões, apontou a investigação.
As investigações sobre rifas
Após o caso Tadizuera, Nego Di foi alvo de investigação sobre um esquema de rifas eletrônicas e loterias ilegais. De acordo com a denúncia, entre novembro de 2022 e maio de 2024, ele teria promovido em seus perfis nas redes sociais ao menos 34 rifas eletrônicas sem autorização legal.
Segundo o Ministério Público do RS, Dilson teria promovido uma rifa de um veículo Porsche Macan, avaliado em R$ 500 mil por ele, além de outros valores em dinheiro que chegavam ao montante de cerca de R$ 650 mil. A ação teria causado prejuízo de R$ 185,3 mil a pelo menos 9.683 pessoas.
Na mesma investigação, o MP alegou que o humorista teria utilizado documento falso ao divulgar um comprovante de transferência via Pix no valor de R$ 1 milhão para uma campanha solidária destinada às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo a acusação, a operação original teria sido de apenas R$ 100.
A prisão preventiva
Nego Di foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul em 14 de julho de 2024, na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC). A prisão ocorreu no âmbito das investigações relacionadas ao caso Tadizuera e ao suposto esquema que teria lesado 370 vítimas de estelionato no Rio Grande do Sul em 2022.
O humorista permaneceu na Penitenciária Estadual de Canoas por pouco mais de quatro meses, até ser solto em 27 de novembro de 2024. A Justiça determinou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares após um pedido de habeas corpus.
- 2016 — Nego Di conquista virais em grupos de WhatsApp com o “Dia de Maldade”.
- 2017 a 2020 — O humorista lança os especiais de comédia As Aventuras de Nego Di (2018) e Over12 (2020), integra o programa Pretinho Básico, da Rede Atlântida, e amplia sua presença no cenário do entretenimento e nas redes sociais.
- 2021 — Nego Di participa do BBB 21 e é eliminado no terceiro paredão com rejeição histórica de 98,76% dos votos.
- 2024 — É preso preventivamente em 14 de julho e permanece na Penitenciária Estadual de Canoas por cerca de quatro meses. Em novembro, deixa a prisão após a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.
- 2025 — Nego Di é condenado a 11 anos e 8 meses de prisão por crimes de estelionato no caso Tadizuera.
- 2026 — Nego Di é condenado a 14 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. Ele também recebe condenação de 1 ano e 15 dias de prisão simples pelo crime de promoção de loteria ilegal.
Por que Nego Di foi preso e condenado?
Nego Di foi preso preventivamente no âmbito da operação relacionada ao caso Tadizuera, de 2022. Ele é suspeito de lesar centenas de vítimas com a venda de produtos nunca entregues por meio de uma loja virtual. A Polícia Civil afirmou que tentou por diversas vezes intimá-lo para prestar esclarecimentos, mas ele não foi encontrado.
No caso das condenações, Nego Di foi alvo de duas ações da Justiça: em junho de 2025, devido ao primeiro desdobramento do caso Tadizuera, e em junho de 2026, devido às investigações sobre rifas eletrônicas e loterias ilegais.
Em 10 de junho de 2025, a juíza Patrícia Pereira Krebs Tonet, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Canoas, condenou Nego Di por crimes de estelionato praticados contra 16 vítimas da cidade de Canoas. A sentença determinou pena de 11 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, além de multa.
Na decisão, a magistrada classificou o caso como um “esquema meticulosamente organizado para ludibriar um grande público”, que “se valeu da credibilidade inconteste de que um dos réus ostentava para retardar a percepção geral de que se tratava de um crime”.
No dia 23 de junho de 2026, a Justiça sentenciou Dilson Alves da Silva Neto a 14 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso.
Ele também foi condenado a 1 ano e 15 dias de prisão simples (infração contravencional), em regime inicial semiaberto, pelo crime de promoção de loteria ilegal. A decisão do Juiz de Direito Ricardo Petry Andrade pontuou que o “acusado tinha ciência da ilicitude da conduta”.
Quais crimes motivaram a condenação
As condenações de Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di envolveram crimes relacionados aos casos da loja virtual Tá Di Zuera e das rifas eletrônicas. Entre os crimes que resultaram nas decisões da Justiça em 2025 e 2026 estão:
- Estelionato: crime presente nas duas condenações de Nego Di. No caso Tadizuera, está relacionado à venda de produtos que, segundo a acusação, não foram entregues aos consumidores. Já no caso das rifas eletrônicas, envolve as irregularidades identificadas na promoção dos sorteios.
- Lavagem de dinheiro qualificada: relacionada às investigações sobre a movimentação financeira dos valores obtidos por meio das atividades consideradas ilícitas pelo Ministério Público.
- Uso de documento falso: referente ao comprovante de transferência via PIX divulgado para uma campanha solidária às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, que, segundo a acusação, apresentou valor diferente da operação realizada.
- Promoção de loteria ilegal: relacionada às rifas eletrônicas realizadas sem autorização legal.
Como funcionava o esquema investigado
Segundo a investigação, o esquema das rifas de Nego Di funcionava por meio da promoção de prêmios em dinheiro e bens em perfis nas redes sociais, mediante a compra de bilhetes, sem autorização legal. Após a obtenção dos valores, o Ministério Público apontou que ele teria adotado medidas para ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos.
A denúncia indicou movimentação de valores milionários por meio de contas de terceiros, operações bancárias e aquisição de bens com aparência de legalidade. Na sentença, a Justiça destacou que “a magnitude da operação, o alcance massivo a milhões de seguidores e a reiteração delitiva demonstram elevada reprovabilidade da conduta”.
A decisão da 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro (TJRS) também concluiu que “estão configurados todos os elementos do tipo penal do estelionato: a obtenção de vantagem ilícita, o prejuízo alheio e a indução e manutenção destas em erro, mediante encenação da rifa fraudulenta”.
Qual foi a pena aplicada
A condenação relacionada às rifas eletrônicas e loterias ilegais resultou na pena de 14 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. Além disso, Nego Di foi condenado a 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime inicial semiaberto, pelo crime de promoção de loteria ilegal.
- Lavagem de dinheiro qualificada: 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão, além de 16 dias-multa.
- Uso de documento falso: 3 anos e 22 dias de reclusão, além de 18 dias-multa.
- Estelionato: 2 anos e 1 mês de reclusão, além de 16 dias-multa.
- Promoção de loteria ilegal: 1 ano e 15 dias de prisão simples, além de 16 dias-multa.
O valor de cada dia-multa corresponde a um salário mínimo nacional vigente à época dos fatos, conforme a sentença.
Quem é Gabriela Vicente de Sousa e qual foi sua participação
Gabriela Vicente de Sousa, esposa de Nego Di, também foi condenada no processo relacionado às rifas eletrônicas e à promoção de loteria ilegal. De acordo com a denúncia, o casal teria atuado conjuntamente na ocultação da origem ilícita de mais de R$ 2,4 milhões.
Condenada pelo crime de lavagem de dinheiro qualificada, ela recebeu pena de 8 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado. Na sentença, o juiz de Direito Ricardo Petry Andrade ressaltou que a participação da mulher de Nego Di foi essencial para o sucesso do esquema criminoso.
“Ao ceder conscientemente sua conta pessoal e os canais financeiros da empresa que administrava para o trânsito de milhões de reais de origem sabidamente ilícita, bem como ao beneficiar-se diretamente da aquisição de patrimônio com tais recursos, a acusada atuou como coautora, pois aderiu voluntariamente à conduta de Dilson”, diz o magistrado.
- Lavagem de dinheiro: 8 anos e 4 quatro meses de reclusão, e 16 dias-multa
Onde está Nego Di hoje?
Em 2026, Nego Di está em liberdade provisória após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferida em novembro de 2024. Apesar das condenações e da prisão preventiva, ele responde aos processos em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Devido às imposições judiciais, Nego Di reduziu significativamente sua exposição pública.
- Proibição de utilizar as redes sociais.
- Comparecimento periódico em juízo.
- Entrega do passaporte.
- Proibição de mudar de endereço sem autorização judicial.
- Proibição de se ausentar da comarca sem prévia comunicação ao juízo.
Situação atual do caso
Nego Di se envolveu em dois processos judiciais de grande repercussão nos últimos anos: o caso da loja virtual Tá Di Zuera e as investigações envolvendo rifas eletrônicas e loterias ilegais. Ele foi preso preventivamente em 2024 e, após decisão da Justiça, atualmente responde aos processos em liberdade provisória.
- Prisão: ocorreu em julho de 2024, durante investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
- Condenações: foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão no caso Tá Di Zuera e a 14 anos e 6 meses de reclusão no processo relacionado às rifas eletrônicas, além de 1 ano e 15 dias de prisão simples pelo crime de promoção de loteria ilegal.
- Situação atual: está em liberdade provisória desde novembro de 2024, mediante o cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
FAQ — Nego Di
Quem é Nego Di?
Nego Di, nome artístico de Dilson Alves da Silva Neto, é um humorista e influenciador digital gaúcho. Após conquistar virais humorísticos no WhatsApp em 2016, passou pelo programa Pretinho Básico, da Rede Atlântida, e ganhou grande visibilidade ao participar do Big Brother Brasil 21. Nos anos seguintes, passou a enfrentar processos judiciais e polêmicas.
Qual é o nome verdadeiro de Nego Di?
O nome verdadeiro de Nego Di é Dilson Alves da Silva Neto. Ele adotou o nome artístico e criou o personagem em 2016, no início da trajetória como humorista.
Quantos anos Nego Di tem?
Nego Di tem 32 anos. Ele nasceu em 1º de junho de 1994, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS).
Nego Di participou do BBB?
Sim. Nego Di integrou o grupo Camarote do BBB 21, em 2021, e foi o terceiro eliminado da edição, com 98,76% dos votos, maior rejeição da história do programa à época.
Por que Nego Di foi preso?
Nego Di foi preso preventivamente em 14 de julho de 2024, em Florianópolis (SC). A prisão ocorreu no âmbito das investigações relacionadas ao caso Tadizuera, que apontou 370 vítimas de estelionato em diferentes cidades do Rio Grande do Sul em 2022.
Nego Di foi condenado?
Sim. Nego Di foi condenado duas vezes pela Justiça. Em 2025, foi sentenciado no caso Tadizuera, relacionado a crimes de estelionato. Em 2026, recebeu nova condenação no processo envolvendo rifas eletrônicas e loterias ilegais, pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada.
Qual foi a pena de Nego Di?
Nego Di foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, no caso Tadizuera. No processo envolvendo rifas eletrônicas e loterias ilegais, foi condenado a 14 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, além de 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime inicial semiaberto.
Quem é a esposa de Nego Di?
A esposa de Nego Di é Gabriela Vicente de Sousa. Ela também foi investigada no caso das rifas eletrônicas e loterias ilegais e condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro qualificada.
Nego Di continua preso?
Não. Atualmente, Nego Di responde aos processos em liberdade provisória após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Qual é a situação atual de Nego Di?
Nego Di está em liberdade provisória e cumpre medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão a proibição de usar as redes sociais, o comparecimento periódico em juízo, o recolhimento do passaporte e a proibição de mudar de endereço sem autorização judicial.
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