
Edi Botelho, viúvo de Ney Latorraca, entrou com uma ação judicial para garantir o cumprimento do testamento deixado pelo ator. Ney, que faleceu em 26 de dezembro de 2024 após um tratamento para câncer de próstata, deixou grande parte de sua herança para instituições de caridade, enquanto seu marido ficou com itens pessoais como móveis, joias, utensílios domésticos, um automóvel e linhas telefônicas.
O pedido de Edi, que foi nomeado inventariante dos bens, busca que o testamento seja oficialmente aberto, registrado e cumprido, conforme decidido por Ney. A petição foi encaminhada à 5ª Vara de Órfãos e Sucessões da Comarca da Capital. O casal, que vivia junto desde 1995, não teve filhos, e Edi alega que o testamento não foi completamente seguido.
O ator distribuiu uma parte significativa de seu patrimônio entre diversas instituições de caridade, como o Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS, o Retiro dos Artistas, a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) e o Leprosário Campo Grande. Esses grupos foram beneficiados com bens como imóveis e fundos financeiros do ator.
Ney Latorraca, que fez história na televisão, especialmente com papéis marcantes em novelas como Da Cor do Pecado, Vamp, e TV Pirata, morreu após complicações de uma sepse pulmonar. Ele manteve sua vida privada longe dos holofotes, ao lado de Edi, com quem compartilhou quase três décadas de união. Em 2017, ele decidiu interromper o uso de suas redes sociais.
Em sua carreira, Ney se destacou na TV Globo, onde assinou um contrato vitalício, contrariando a tendência da emissora, que vem substituindo contratos de longo prazo por parcerias por obra. Seu primeiro trabalho na Globo foi em 1975, na novela Escalada, e, ao longo dos anos, consolidou-se como um dos grandes nomes da teledramaturgia.
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