Blake Lively e Justin Baldoni enfrentaram uma reviravolta no processo judicial nesta quinta-feira (02/04), em Nova York, após o juiz federal Lewis Liman rejeitar a maior parte das acusações apresentadas pela atriz. A decisão muda o rumo do caso, que agora segue com apenas três pontos ativos.
Essas foram acusações muito sérias, e somos gratos ao Tribunal pela análise cuidadosa dos fatos, da legislação e das provas apresentadas.
Defesa de Justin Baldoni.
Segundo informações divulgadas pelo TMZ, o magistrado negou 10 dos 13 pedidos feitos por Lively, incluindo a acusação de assédio. O entendimento foi de que a base legal utilizada pela atriz não se aplicava ao contexto das gravações de É Assim Que Acaba, realizadas em outro estado.
Apesar da rejeição de grande parte das alegações, o caso não foi encerrado. Permanecem válidas as acusações de quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação. A audiência está marcada para 18 de maio, quando as partes devem se enfrentar novamente no tribunal.
O processo também ganhou novos desdobramentos ao envolver outras figuras públicas, como Taylor Swift, após a defesa do diretor contestar tentativas de manter nomes sob sigilo.
Bastidores do filme entram no centro da disputa
O processo tem como base relatos de episódios que teriam ocorrido durante as filmagens. Parte dessas interações ganhou novos contornos após a divulgação de materiais ligados aos bastidores, incluindo um áudio atribuído ao diretor durante a preparação do longa.
Além disso, documentos judiciais também passaram a expor conversas privadas e críticas feitas durante a produção, ampliando a compreensão sobre o clima nos bastidores do projeto. Lively afirma que Baldoni ultrapassou limites profissionais em diferentes momentos, incluindo um beijo fora do roteiro e situações consideradas invasivas nos bastidores.
Entre os pontos citados, está um episódio em que o diretor teria entrado em seu trailer enquanto ela amamentava, além de interações físicas descritas como desconfortáveis em cena. A defesa de Baldoni, no entanto, apresentou imagens de bastidores para contestar a versão e sustenta que tudo ocorreu dentro do contexto artístico.
Defesa celebra decisão e atriz mantém acusações
A equipe jurídica de Baldoni comemorou o resultado parcial do julgamento. Já os advogados de Blake Lively reforçaram que a decisão não invalida as denúncias centrais e apontaram que a rejeição da acusação de assédio ocorreu por uma questão técnica ligada ao vínculo profissional da atriz.
A defesa também afirmou que o foco segue na suposta retaliação sofrida após a atriz se posicionar sobre condições de trabalho no set.
Caso começou após lançamento do filme
A disputa judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni teve início em dezembro de 2024, pouco depois da estreia de É Assim Que Acaba. O impacto do caso, inclusive, já ultrapassou os bastidores da produção e chegou à autora da obra, que comentou publicamente o desgaste causado pela repercussão.
Na época, a atriz alegou ter enfrentado um ambiente de trabalho hostil e afirmou ter sofrido prejuízos financeiros milionários após a repercussão do caso.
Do outro lado, Baldoni nega as acusações e já chegou a processar Lively e Ryan Reynolds, ação que acabou arquivada. Com a nova decisão, o processo segue mais restrito, mas ainda sem desfecho.
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