
Rainha de bateria da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, a apresentadora e dançarina Carla Prata, se prepara para brilhar no Sambódromo do Anhembi. Com uma trajetória marcada por superação, a famosa encara a sequência carnavalesca, mesmo convivendo com a miastenia gravis, doença autoimune que afeta seus músculos. Além disso, ela também impressionou ao aparecer com uma fantasia deslumbrante inspirada na cultura indígena, reforçando a conexão com a arte e a cultura popular.
Em entrevista concedida com exclusividade para esta coluna, Carla Prata respondeu:
Como tem sido sua preparação para o Carnaval deste ano?
“A preparação tem sido intensa, mas com desafios extras por conta da miastenia gravis. Preciso equilibrar treinos, ensaios e cuidados com a saúde para garantir que meu corpo responda bem a tudo isso. É uma rotina de muita disciplina, alimentação regrada, acompanhamento médico e, principalmente, respeito aos meus limites. Cada passo que dou na avenida é fruto de muito esforço e dedicação”.
Você enfrenta uma rotina intensa de preparação para o Carnaval. Como equilibra isso com os cuidados necessários para a miastenia gravis?
“É um desafio diário, porque a miastenia me impõe algumas limitações, e eu preciso estar sempre atenta aos sinais do meu corpo. Tenho acompanhamento médico constante e sigo uma rotina bem planejada para evitar crises. Aprendi que não adianta me cobrar além do que posso entregar, então busco sempre esse equilíbrio entre treinos, ensaios e momentos de descanso. Estar na avenida, brilhando e sambando, é uma grande conquista para mim, e quero mostrar que, apesar das dificuldades, é possível superar e seguir em frente”.
O que significa pra você, ocupar novamente o posto de rainha de bateria do Acadêmicos do Tucuruvi?
“É uma emoção indescritível! Estar à frente da bateria do ZACA no comando no nosso grande mestre Serginho é uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma honra. Tenho um carinho enorme pela escola e pelos ritmistas e a todos os integrantes da escola, então poder representar essa energia mais uma vez é muito especial para mim. É um posto que exige entrega, amor e dedicação, e eu me doo 100% pra isso”.
Sua fantasia no lançamento dos sambas na qual estava mostrando a cultura indígena, chamou muita atenção. Qual foi sua inspiração e o processo de criação dela?
“Sempre busco trazer mensagens fortes nas minhas fantasias, e essa foi uma homenagem à ancestralidade e à força dos povos indígenas. Me identifico muito com essa ideia de resistência e superação, algo que também faz parte da minha trajetória com a miastenia. Cada detalhe foi pensado com muito carinho e respeito, e fico feliz que tenha gerado esse impacto tão positivo”.
Durante um ensaio técnico, você precisou sambar descalça por conta da chuva. Como foi essa experiência?
“Não foi por causa da chuva não , meu sapato estava com solado preparado para isso …rs
As minhas 2 sandálias simplesmente arrebentaram minutos antes de entrar na avenida. Sambar descalça me conectou ainda mais com o chão da avenida, com a escola e com o momento. O importante era manter a alegria e entregar o melhor para o público e para a comunidade”.
Quais são seus planos para depois do Carnaval? Já tem novos projetos a caminho?
“Tenho, sim! Depois do Carnaval, quero focar em palestras e projetos voltados para doenças raras, principalmente para a miastenia gravis. Quero compartilhar minha trajetória, falar sobre os desafios que enfrento e ajudar outras pessoas que passam por situações parecidas. Acho importante dar mais visibilidade a essa causa e mostrar que é possível , em alguns casos, levar uma vida “normal”, com adaptações e cuidados. Além disso, sigo com outros projetos profissionais, mas sempre alinhados a essa missão de inspirar e informar”.
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