Claudia Leitte, junto com seu marido e cinco empresas ligadas ao casal, sofreu uma derrota judicial em uma ação trabalhista movida por Danilo Souza, conhecido como Danilo Black, ex-backing vocal de sua banda. A decisão foi proferida em setembro de 2024 e reconheceu o vínculo empregatício entre as partes, conforme informações divulgadas pela colunista Fábia Oliveira.

Danilo Black, que integrou a equipe de Claudia Leitte entre 2018 e 2022, alegou nunca ter tido a carteira assinada. Segundo ele, seus pagamentos variavam de R$ 700 no início até R$ 1.400 no final do vínculo. Ele também afirmou ter sido dispensado sem justa causa e sem receber as verbas rescisórias devidas, como aviso prévio, férias proporcionais, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Outro ponto destacado no processo foi um episódio ocorrido em 2021, durante um show no Rio Grande do Norte. Danilo relatou ter contraído Covid-19 após ser exposto a outros membros da equipe que já estavam contaminados. Segundo o ex-backing vocal, Claudia Leitte e os demais réus permitiram o contato mesmo cientes da situação. Ele alegou que foi dispensado enquanto ainda estava afastado pela doença.

Em 9 de setembro de 2024, a Justiça reconheceu o vínculo empregatício entre Danilo Black e Claudia Leitte. A sentença determinou o pagamento das verbas rescisórias e aceitou o pedido de indenização por danos morais, fixando o valor de R$ 5 mil com base nas acusações envolvendo a exposição ao vírus. A condenação reforça a necessidade de cumprimento das obrigações trabalhistas no setor artístico.

Claudia Leitte se pronuncia sobre suposta acusação de racismo

Claudia Leitte decidiu quebrar o silêncio e abordar as críticas relacionadas à substituição do nome do orixá Iemanjá por Rei Yeshua durante apresentações recentes. O posicionamento da cantora ocorreu durante uma coletiva de imprensa no final do ano passado.

Durante a coletiva, Claudia Leitte afirmou: “Eu acho que esse assunto é muito sério. Eu, no meu lugar de privilégios, penso que racismo é uma pauta para ser discutida com muita seriedade e não de uma forma superficial”. A música “Caranguejo”, alvo da controvérsia, foi retirada do repertório da apresentação em Salvador. “Eu prezo muito pelo respeito, pela solidariedade, pela integridade. A gente não pode negociar esses valores de jeito nenhum, nem colocar isso dessa maneira, jogado ao tribunal da internet. É isso”, concluiu a artista.

Apesar da decisão de excluir a música no evento em Salvador, Claudia voltou a cantar “Caranguejo” no pré-Réveillon do Recife, no sábado (28), e repetiu a mudança da letra, trocando “saudando a rainha Iemanjá” por “eu canto meu Rei Yeshua“. Vídeos da apresentação viralizaram nas redes sociais, reacendendo o debate. Pedro Tourinho, secretário de Cultura e Turismo de Salvador, criticou publicamente a atitude, recebendo apoio de Ivete Sangalo.


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Gabriel Girão

Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redator do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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