O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o corretor Marco Antonio Pinheiro Loureiro por difamação contra o ator Bruno Gagliasso. A decisão foi proferida na última segunda-feira (23) pelo juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves. A pena fixada foi de 6 meses e 9 dias de detenção, convertida em prestação de serviços comunitários.

O processo teve origem em duas entrevistas concedidas pelo corretor à TV Record, em novembro de 2024. Na ocasião, Loureiro afirmou ter intermediado a venda da mansão do ator ao ex-jogador do Flamengo Paolo Guerrero, por R$ 23 milhões, e declarou que não recebeu a comissão de aproximadamente R$ 3 milhões que considerava devida.

Na sentença, o magistrado destacou que o corretor optou por expor o conflito em rede nacional em vez de buscar inicialmente a via judicial. Para o juiz, a escolha evidenciou “dolo intenso e reprovabilidade elevada”, ao priorizar o que classificou como “escândalo público” em detrimento dos instrumentos legais.

Entenda o caso

A controvérsia começou após a negociação da mansão de Bruno Gagliasso, localizada no Rio de Janeiro. Segundo Marco Antonio Pinheiro, ele iniciou as tratativas em abril de 2024, quando o ator cogitava vender apenas parte do imóvel. O corretor afirma que sugeriu a comercialização da propriedade completa, o que teria atraído o interesse de Paolo Guerrero.

De acordo com a versão apresentada por Loureiro, ele apresentou comprador e vendedor, comunicou formalmente o interesse do jogador e anexou conversas à notificação extrajudicial enviada ao ator. O atleta, no entanto, teria informado que só poderia concluir a compra após a Copa América. Dias depois, o imóvel foi vendido por outra imobiliária ao mesmo comprador.

Bruno Gagliasso sustentou que não havia contrato de exclusividade com nenhuma corretora e que o imóvel foi anunciado por diferentes empresas do setor. O ator reconheceu ter sido procurado por Loureiro, mas afirmou que a negociação não avançou nem resultou em visita ao imóvel. Posteriormente, outro corretor teria realizado três visitas, conduzido as tratativas finais e concluído a venda, recebendo a comissão.

Após as entrevistas televisionadas, o ator apresentou queixa-crime por difamação. A Justiça entendeu que as declarações extrapolaram o direito de reivindicação e configuraram ofensa à reputação, resultando na condenação do corretor. A defesa informou que pretende recorrer. O espaço permanece aberto para manifestação.

Outras polêmicas envolvendo Bruno Gagliasso

Além do caso judicial envolvendo a venda da mansão, o nome de Bruno Gagliasso também esteve recentemente no centro de outra polêmica. Em setembro de 2025, Luana Piovani criticou o turismo de luxo em Fernando de Noronha e mencionou o ator e Giovanna Ewbank após internautas citarem que o casal é proprietário de pousadas na ilha.

A atriz questionou a concentração de investimentos na região e ironizou a presença de empreendimentos de alto padrão em meio a relatos de escassez de recursos básicos.

Poucas horas depois da repercussão, Gagliasso publicou mensagens nas redes sociais que foram interpretadas por seguidores como uma possível resposta indireta às críticas. Embora não tenha citado nomes, o ator escreveu sobre “ficar longe de fofocas” e mencionou “pessoas problemáticas”, o que alimentou especulações online.

Autor

  • Vivian Riguetti

    Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, com pós-graduação em Jornalismo Digital. Possui experiência na produção de notícias, conteúdos de blogs e revisão textual. Atua como redatora há mais de cinco anos, escrevendo sobre entretenimento, famosos e moda.. Contato: [email protected]


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