O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs foi sentenciado nesta sexta-feira (3) a 4 anos e 2 meses em um tribunal federal de Nova York. A decisão encerra um dos julgamentos mais acompanhados do ano, iniciado após denúncias que abalaram sua imagem pública e sua trajetória como um dos magnatas mais influentes do hip-hop mundial.
Combs, de 54 anos, já havia sido condenado em julho por duas acusações de transporte para fins de prostituição. Além do período de reclusão, o juiz Arun Subramanian aplicou uma multa de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões), valor máximo previsto pela legislação, reforçando o peso da sentença que pode mantê-lo preso até 2029, a depender da progressão da pena e de benefícios legais.
Como foi a condenação

O júri considerou Diddy culpado em dois episódios de transporte de mulheres com fins de prostituição, envolvendo sua ex-namorada Cassie Ventura e outra testemunha identificada como “Jane”. Ele, no entanto, foi inocentado das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão.
Durante o julgamento, a promotoria defendia uma pena mínima de 11 anos e três meses, ressaltando a gravidade dos atos e os relatos de abuso de poder. Já a defesa pedia apenas 14 meses, alegando que o réu não lucrou com os atos e foi alvo de um “processo excessivamente zeloso”.
Em sua declaração ao juri nesta sexta (03), ele agradeceu a oportunidade de finalmente estar sendo ouvido. Além disso, Diddy enviou uma carta ao juiz Subramanian horas antes do julgamento, pedindo desculpas às vítimas, à Cassie e sua família e a todas as pessoas que sofrem violência doméstica. Ao juri, ele admitiu que suas ações foram “nojentas, vergonhosas e doentias“.
O que esperar a partir de agora
Com a sentença de 4 anos e 2 meses, Diddy permanecerá sob custódia federal. Especialistas ouvidos pela Forbes, acreditam que ele deve cumprir pelo menos parte significativa da pena antes de pleitear liberdade condicional.
“Não seria surpreendente se ele ficasse entre cinco e sete anos preso, mesmo com bom comportamento”, avaliou o ex-promotor federal Mark Chutkow. A defesa de Combs já sinalizou que deve recorrer da decisão, enquanto a promotoria afirma que a pena foi proporcional às provas apresentadas em tribunal.
Trajetória marcada por escândalos
Além de rapper, Diddy construiu um império como empresário musical, sendo responsável por revelar artistas como Usher, Mary J. Blige e Notorious B.I.G.. Sua carreira, porém, começou a ruir em 2023, quando Cassie Ventura o acusou de agressão, estupro e coerção durante o relacionamento. A denúncia motivou novas ações civis e, em 2024, resultou na prisão preventiva que culminou neste julgamento.
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