Vivi Noronha, esposa de MC Poze do Rodo que foi solto nessa segunda-feira (2) está sendo alvo de uma investigação da polícia civil contra a lavagem de dinheiro da cúpula financeira do Comando Vermelho. A investigação deu início no último domingo (1) após a morte do traficante Philip Gregório da Silva, o Professor.
Conforme a investigação, o núcleo financeiro da facção teria movimentado mais de R$ 250 milhões em atividades ilícitas. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, além do bloqueio de bens e valores de 35 contas bancárias.
Segundo as autoridades, Vivi Noronha teria recebido quantias oriundas do tráfico de drogas, repassadas por supostos “laranjas” do Professor.
O Professor, que liderava o esquema, era responsável por eventos como o “Baile da Escolinha”, apontado pelas autoridades como ferramenta de dominação cultural e de captação de recursos para o tráfico de drogas e armas. Ele utilizava pessoas físicas e jurídicas para esconder a origem ilícita do dinheiro, reinvestindo os valores na compra de fuzis, cocaína e no fortalecimento do poder territorial da facção nas comunidades.
Um restaurante localizado em frente ao local do baile funcionava como fachada para o esquema e ponto logístico da organização. A polícia ainda identificou uma produtora de bailes funk, controlada por integrantes da facção, como operadora de lavagem de dinheiro e ponto de venda de drogas.
Tanto a produtora quanto seus responsáveis recebiam diretamente os recursos repassados por operadores do Comando Vermelho, que usavam contas de empresas e pessoas físicas para esconder os lucros do tráfico.
Entre os remetentes dessas quantias estava um segurança pessoal do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca — apontado como chefe da facção no Complexo do Alemão —, além de um homem procurado pelo FBI sob suspeita de atuar como operador de valores para a Al-Qaeda, segundo dados de cooperação internacional.
A operação é conduzida por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Departamento-Geral de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) e da Delegacia de Crime Organizado.
A investigação, porém, nada tem a ver com Poze do Rodo. O funkeiro é investigado por apologia ao crime e associação com o Comando Vermelho, realizando shows em áreas dominadas pela facção.
Não é a primeira vez que a esposa de Poze do Rodo é alvo de investigações
Em novembro do ano passado, Poze do Rodo e Vivi foram investigados na Operação Rifa Limpa. Uma ação que visava investigar sorteios irregulares nas redes sociais. Na época, a polícia realizou um mandado de busca e apreensão na mansão do artista no Recreio dos Bandeirantes.
Ao chegar na casa dos dois, as autoridades apreenderam joias, cordões, celulares, uma Land Rover Defender 110, com valor estimado em R$ 760 mil, e uma BMW X6, encontrada a partir de R$ 821 mil, que pertencem ao funkeiro.
Segundo o comunicado da Polícia Civil, a busca foi feita para reunir provas da ilegalidade dos sorteios. “A ação tem como objetivo apreender documentos que comprovem fraudes nos processos de realização das rifas e dos bens sorteados aos supostos ganhadores”.
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