Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, movimentando o debate político nas redes sociais nesta sexta-feira (18). O clima entre as lideranças do Congresso Nacional ficou acirrado, com parlamentares da base governista e da oposição travando um embate direto.
Deputados aliados de Bolsonaro não demoraram a reagir. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara, classificou a ação como uma tentativa “desesperada de calar milhões“. Zucco (PL-RS), que lidera a oposição, apontou para uma “escalada autoritária” e sugeriu riscos às liberdades civis. A deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou que o governo deseja transformar o ex-presidente em presidiário, mas enfatizou: “Bolsonaro é inocente“.
Nikolas Ferreira (PL-MG) foi além e comparou o episódio à prisão do então ex-presidente Lula em 2018. Ele também criticou a possibilidade do uso de tornozeleira eletrônica, chamando o atual contexto de “democracia relativa“.
Em contrapartida, lideranças governistas saíram em defesa da medida. José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, reforçou que a operação reforça a ideia de que “ninguém está acima da lei”. Já Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que a imposição da tornozeleira foi um desdobramento de sua representação judicial sobre desvios de recursos via Pix.
Nas redes sociais, a polarização também foi evidente. O termo “Grande Dia“, popular entre críticos de Bolsonaro, alcançou o topo dos trending topics no X (antigo Twitter). Em resposta, apoiadores do ex-presidente impulsionaram a tag “Jair Bolsonaro“, que rapidamente conquistou o segundo lugar.
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