Paul McCartney voltou ao centro das discussões após Sean Ono Lennon comentar a reação do ex-Beatle horas depois da morte de John Lennon, em 8 de dezembro de 1980. Na ocasião, ao ser abordado por repórteres, Paul respondeu apenas: “É triste, não é?”, frase que passou décadas sendo analisada por fãs.

Ele parecia quase robótico, o que algumas pessoas interpretaram como frieza, mas eu nunca vi dessa forma.

Sean Ono Lennon.

A declaração faz parte do documentário Man on the Run, dirigido por Morgan Neville, que revisita a trajetória solo de McCartney após o fim dos Beatles. No filme, Sean explica que sempre enxergou naquele momento não frieza, mas choque e dificuldade de processar a notícia da morte do pai.

Reação que marcou a história dos Beatles

John Lennon tinha 40 anos quando foi morto a tiros em frente ao prédio onde morava, em Nova York. Poucas horas depois, McCartney foi cercado por jornalistas ao deixar um estúdio em Londres e descreveu o ocorrido como “terrível”, afirmando que estava muito chocado.

A resposta breve acabou se tornando um dos registros mais debatidos da história da banda. Ao longo dos anos, parte do público questionou a postura contida do músico, enquanto outros apontaram que a surpresa e o impacto poderiam justificar a dificuldade de articulação naquele momento.

No documentário, Sean também relembra a ligação criativa entre o pai e Paul, afirmando que a parceria dos dois foi “única em um milênio”. Para ele, a morte de Lennon representou um divisor de águas definitivo na vida do ex-Beatle.

Episódios como esse mostram como declarações públicas podem gerar diferentes repercussões, especialmente quando envolvem figuras de grande projeção. Não raro, comentários feitos sob impacto emocional acabam sendo revisitados anos depois, à luz de novos depoimentos ou contextos.

Stella McCartney relembra bastidores

Stella McCartney, filha do cantor, participa do filme e revela que o pai teve uma reação emocional intensa ao receber a notícia por telefone. Segundo ela, ele deixou a cozinha da casa imediatamente após a ligação e saiu para o lado de fora, visivelmente abalado.

Anos depois, o próprio Paul explicou que nunca se sentiu confortável demonstrando luto em público. Em entrevistas, afirmou que estava devastado, mas que não conseguia traduzir a dor em palavras diante das câmeras.

Hoje, aos 83 anos, o músico segue ativo na carreira e ainda mobiliza fãs ao redor do mundo. Em sua última passagem pelo Brasil, por exemplo, chegou a receber uma camisa da Seleção Brasileira autografada por Pelé antes de subir ao palco em São Paulo.

Autor

  • Eduarda Zarnott

    Licenciada e mestranda pela Universidade Federal de Pelotas, trabalha com produção de conteúdo desde 2023 cobrindo entretenimento, celebridades e os bastidores que movimentam o universo pop.


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