Braian Paiz, garçom que responde pela morte do cantor Liam Payne, ex-integrante do One Direction, recebeu autorização da Justiça argentina para deixar a prisão e cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Ele estava detido em regime fechado desde janeiro, acusado de fornecer cocaína ao artista horas antes de sua morte.
Segundo as investigações, Payne teria caído da varanda do terceiro andar de um hotel em Buenos Aires enquanto estava sob efeito de drogas. Braian admitiu ter usado entorpecentes com o cantor, mas negou ter vendido qualquer substância ao britânico. Seu primeiro pedido de liberdade foi negado por risco de fuga apontado pelo Ministério Público.
Acusações de tortura e transferência de cela
A mudança de regime só ocorreu após uma nova apelação, na qual a defesa alegou que o período na prisão afetou gravemente a saúde física e mental do garçom. Três juízes de instâncias superiores aceitaram a argumentação e autorizaram que ele aguardasse o julgamento em casa, monitorado eletronicamente.
Enquanto estava detido, Braian relatou ter sido vítima de agressões graves: espancamentos, queimaduras e ameaças de eletrocussão. Ele ainda disse que dividia uma cela com 15 presos que o chamavam de “assassino” e o deixavam com medo constante de morrer. Após as denúncias, foi transferido para uma ala especial LGBT+, com melhores condições e maior proteção.
Liam Payne morreu no dia 16 de outubro do ano passado, aos 31 anos, após cair da sacada do hotel em que estava hospedado na capital argentina. Braian conheceu o cantor poucas horas antes, quando o atendeu em um restaurante próximo ao local do acidente.
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