Sempre causando polêmica por falar que pensa, Jojo Todynho soltou o verbo mais uma vez. Durante entrevista ao Jornal dos Famosos, apresentado por Leo Dias, a cantora fez declarações contundentes sobre a falta de acolhimento que sente por parte de organizações que, segundo ela, se calam quando o racismo a atinge.
“Cadê os movimentos negros que não levantam a minha bandeira? Porque a minha bandeira não serve?”, disparou Jojo, com firmeza, ao relembrar episódios de ataques virtuais que afirma sofrer de maneira coordenada. Ela argumenta que, mesmo sendo alvo constante de comentários racistas nas redes sociais, raramente vê alguma manifestação de apoio ou solidariedade dos grupos que se posicionam como combatentes do preconceito.

A famosa, que vai ganhar um documentário sobre sua trajetória, tem acompanhado de perto o desenvolvimento do documentário, ainda sem data de estreia, mas já em fase avançada de produção, aproveita o momento para reforçar uma narrativa de independência e autenticidade. Segundo ela, sua recusa em seguir “a cartilha” de determinados coletivos tem custado apoio e representatividade. “O que fazem comigo nas redes sociais é criminoso. E ninguém aparece para me defender. Só porque eu não sigo a cartilha deles?”, questionou.

A proposta do longa é justamente mostrar a complexidade por trás da imagem pública de Jojo, abordando desde sua infância na favela até sua ascensão à fama nacional, sem ignorar os conflitos que enfrenta dentro e fora do movimento negro. “Eu sou preta, da favela, mas não sou manipulável. E isso incomoda”, afirmou. Para a cantora, o verdadeiro empoderamento está em pensar com autonomia, mesmo quando isso a coloca em rota de colisão com discursos predominantes.
As declarações da artista, que também estarão presentes na produção audiovisual, repercutiram intensamente nas redes sociais, gerando um debate acalorado. Enquanto alguns internautas celebraram sua coragem de se posicionar de forma crítica, outros questionaram seu distanciamento de pautas coletivas. Jojo, no entanto, mantém sua postura: “Se for para ser representada, que seja por alguém que esteja presente quando eu estiver apanhando, não só quando for conveniente.”
Confira na íntegra a entrevista:
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