Ministra da Cultura fala sobre polêmica envolvendo Claudia Leitte Ministra da Cultura fala sobre polêmica envolvendo Claudia Leitte (Foto Reprodução)

Margareth Menezes, a atual ministra da Cultura e a cantora Daniela Mercury, se manifestaram sobre a polêmica envolvendo a cantora Claudia Leitte, onde mudou a letra da música Caranguejo, para não falar da religião de origens africanas, e elas fizeram declarações impactantes saindo em defesa da causa.

As falas da ministra e de Daniela aconteceram durante o evento Pôr do Som, feito pela cantora que celebrou os 25 anos do evento, nesta quarta-feira (1º de janeiro), em Salvador.

Chamando atenção para a história de perseguição enfrentada pelo povo afro-brasileiro, Margareth Menezes falou da importância de pensar e repensar nas atitudes em relação às religiões de origem africanas, principalmente sobre este caso da cantora Claudia Leitte:

“É importante a gente buscar na história desse povo afro-brasileiro, dessa cultura, tantas perseguições, desde o tempo da escravidão. Está na hora da gente pensar melhor e se comportar melhor em relação aos direitos dos povos afro-brasileiros. É muito digno que a gente respeite as religiões de matriz africana”

Daniela Mercury, relacionou o preconceito às religiões afro de Claudia, com o racismo, e afirmou:

“O axé é a força que emana de tudo que é vivo. Que a gente aprenda a se amar, porque se o candomblé sofre preconceito é porque o preto sempre sofreu preconceito, isso é uma consequência do racismo”.

Claudia Leitte se pronuncia sobre a polêmica da música com o racismo religioso

O caso que ganhou repercussão nas redes sociais após a cantora Claudia Leitte mudar a letra da música Caranguejo, durante um show em Salvador, que, tradicionalmente, a canção presta homenagem à orixá Iemanjá, mas, ela acabou substituindo o verso por uma referência a Yeshua, nome hebraico de Jesus.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (30 de dezembro), a famosa decidiu se manifestar pela primeira vez, sobre o inquérito de racismo religioso, que foi aberto pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), e afirmou que, o racismo deve ser tratado com seriedade:

“Esse é um assunto muito sério. Daqui do meu lugar de privilégio, o racismo é uma pauta que deve ser discutida com a devida seriedade, e não de forma superficial”

E, estando consciente da gravidade da situação, ela declarou ao final:

“Prezo muito pelo respeito, pela solidariedade e pela integridade. Não podemos negociar esses valores de jeito nenhum, nem jogá-los ao tribunal da internet. É isso”.


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Mariana Gomes

Jornalista formada com uma MBA em finanças, atuo como redatora em portais de entretenimento, usando uma abordagem crítica e informativa

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