Paolla Oliveira denunciou o uso indevido de sua identidade em imagens íntimas e vídeos falsos produzidos com inteligência artificial. A atriz falou sobre as manipulações durante uma entrevista exibida pelo Fantástico, neste domingo (02/08).
Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que eu nunca disse, corpo circulando por aí com rosto em cima que não é o meu.
Segundo a artista, o avanço das ferramentas digitais tornou esse tipo de fraude mais fácil de produzir e ampliou a circulação dos conteúdos por redes sociais e aplicativos de mensagens. As montagens usam características de pessoas reais para simular situações que nunca aconteceram.
🎬 Confira o relato de Paolla Oliveira:
Paolla Oliveira já havia alertado sobre conteúdos falsos
A manifestação no programa não foi a primeira feita por Paolla. No fim de junho, ela avisou aos seguidores que sua imagem estava sendo utilizada sem autorização em anúncios fraudulentos e materiais manipulados por inteligência artificial.
Na ocasião, a atriz citou um levantamento do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa identificou 198 anúncios que utilizavam a imagem de Paolla em pouco mais de três meses.
Parte dessas publicações direcionava os usuários a grupos privados em aplicativos de mensagens. Nesses ambientes, eram oferecidas montagens íntimas falsas produzidas com o rosto da artista, sem sua autorização ou participação.
Entenda como funciona um deepfake
O deepfake é um conteúdo criado ou alterado com inteligência artificial para imitar o rosto, a voz ou os movimentos de uma pessoa. A tecnologia pode produzir imagens, áudios e vídeos que simulam situações ou declarações que nunca aconteceram.
Nas montagens íntimas, a identidade da vítima é inserida em registros de outra pessoa sem consentimento. A manipulação atinge a privacidade e a reputação de quem aparece no material, além de dificultar a identificação imediata da fraude.
Outros famosos já relataram problemas semelhantes. Shakira denunciou imagens falsas usadas para alimentar rumores e promover marcas sem autorização, enquanto Kate Middleton teve registros públicos transformados em conteúdos íntimos. Após a morte de Chuck Norris, em 19 de março de 2026, familiares também alertaram sobre vídeos criados com IA que divulgavam informações falsas sobre a saúde e os últimos dias do ator.
Ao refletir sobre a velocidade dessas ferramentas, Paolla reconheceu a dificuldade de controlar tudo o que circula na internet. A atriz, porém, ressaltou a importância de denunciar o uso indevido da imagem.
“Tem um movimento muito gigante que a gente nem se aproxima dele. A gente tem que ter medo, sim. Mas quem sou eu diante dessa tecnologia toda? Essa corrida desleal não vai parar, mas a gente não pode ser engolida”
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