O príncipe Harry é alvo de um processo por difamação movido pela Sentebale, organização que ele próprio fundou em 2006. A ação foi registrada no Tribunal Superior de Londres no final de março e também inclui Mark Dyer, amigo próximo do duque, segundo informações do Page Six.

Causaram danos à reputação da organização, sua liderança e parceiros estratégicos.

Sentebale, em comunicado oficial.

A entidade afirma que ambos teriam participado de uma campanha negativa que impactou a imagem da instituição, que atua no apoio a jovens afetados por HIV e AIDS em países do sul da África.

Segundo comunicado oficial divulgado pela organização, a Sentebale alega que Harry e Dyer contribuíram para um impacto negativo na reputação institucional, afetando parcerias e gerando repercussão nas redes sociais. O texto também menciona episódios de ataques virtuais direcionados à liderança.

Em resposta, representantes do príncipe negaram as acusações e questionaram o uso de recursos da ONG para o processo.

“É extraordinário que fundos destinados a comunidades vulneráveis estejam sendo usados para ações legais contra pessoas que ajudaram a construir a organização”, afirmou o porta-voz.

Ruptura interna marcou saída de Harry

A origem do conflito remonta a março de 2025, quando Harry anunciou sua saída do cargo de patrono da Sentebale após divergências com a presidente da entidade, Sophie Chandauka. Na ocasião, ele deixou a organização ao lado do príncipe Seeiso, cofundador do projeto, e de membros do conselho.

O grupo afirmou que a relação com a liderança havia se tornado inviável. Chandauka, por sua vez, levou denúncias à Comissão de Caridade da Inglaterra, apontando possíveis episódios de assédio e pressão interna.

A investigação não encontrou evidências de irregularidades sistêmicas, mas criticou o fato de o conflito ter sido exposto publicamente, o que teria prejudicado a credibilidade da organização.

Episódio envolvendo Meghan e desgaste público ampliam tensão

De acordo com declarações da própria presidente, o desgaste entre as partes teria se intensificado após um episódio em abril de 2024, quando a equipe de Harry teria solicitado apoio institucional para rebater críticas da imprensa direcionadas a Meghan Markle.

“Eu disse não, não vamos criar um precedente em que nos tornemos uma extensão da máquina de relações públicas dos Sussex”, afirmou Chandauka em entrevista ao Financial Times.

A solicitação foi recusada sob o argumento de que a ONG não deveria atuar como extensão de estratégias de comunicação pessoal. O episódio foi apontado como um dos principais pontos de ruptura nas relações internas.

O cenário de desgaste não se limita à organização. Nos últimos meses, Harry e Meghan também teriam enfrentado um distanciamento em Montecito, na Califórnia, onde vivem desde 2020. Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, moradores da região estariam evitando associação pública com o casal após uma sequência de controvérsias e exposição midiática.

Além disso, a estrutura profissional dos Sussex passou por mudanças recentes. A saída de uma assessora de comunicação após episódios considerados delicados nos bastidores reforçou a percepção de instabilidade na equipe, em um momento já marcado por críticas a projetos e decisões públicas.

Autor

  • Eduarda Zarnott

    Licenciada e mestranda pela Universidade Federal de Pelotas, trabalha com produção de conteúdo desde 2023 cobrindo entretenimento, celebridades e os bastidores que movimentam o universo pop.


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