Tony Bellotto falou sobre o câncer de pâncreas em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, exibida nesta terça-feira (07/07). O guitarrista dos Titãs explicou que não rejeita o tratamento, mas evita tratar a doença como uma “luta”.
Eu, como pacifista, não estou lutando contra o câncer. Estou tentando negociar uma convivência pacífica.
declarou Tony Bellotto.
Diagnosticado há quase 2 anos, o músico afirmou que prefere descrever a fase como uma tentativa de convivência. Durante o programa, ele também detalhou sequelas físicas deixadas pela cirurgia e pela quimioterapia.
🎬 Confira a entrevista de Tony Bellotto no Roda Viva:
Bellotto comentou que costuma se incomodar com a forma como a doença é tratada publicamente, sobretudo quando pacientes são descritos como pessoas que “lutam” contra o câncer. Para ele, a metáfora não combina com sua maneira de enxergar o momento.
O guitarrista também definiu a experiência como transformadora. Segundo ele, o diagnóstico colocou a finitude de forma mais objetiva em sua vida, o que provocou mudanças na maneira de lidar com a rotina e com as próprias prioridades.
Tony Bellotto fala sobre sequelas do tratamento
Apesar de afirmar que está bem atualmente, Bellotto ponderou que o câncer de pâncreas é uma doença grave e que não pode dizer que está livre do quadro. No programa, ele ressaltou que segue convivendo com os impactos do processo.
O músico relatou que parte das dificuldades vem dos tratamentos realizados. “A quimioterapia deixa algumas sequelas”, afirmou. Ele também contou que a cirurgia provocou distúrbios no sistema digestivo.
Outro ponto citado foi a mudança de peso. Bellotto disse que emagreceu bastante e que tem encontrado dificuldade para recuperar o peso que tinha antes do diagnóstico.
“Emagreci muito, fica difícil recuperar o peso que eu tinha”, relatou.
Mesmo ao falar sobre os efeitos físicos, o artista evitou um tom dramático. Ele afirmou que tenta encarar as dificuldades com bom humor e reforçou que, no momento, se sente bem.
Outros famosos relataram impactos do câncer
Assim como Tony Bellotto, outros nomes conhecidos também já falaram publicamente sobre os impactos físicos, emocionais e financeiros deixados pelo câncer e pelo tratamento. Os relatos mostram como a doença pode afetar diferentes áreas da vida, da rotina familiar à recuperação após procedimentos médicos.
Jessie J, por exemplo, contou que o tratamento contra o câncer de mama impactou momentos importantes ao lado do filho Sky, de 2 anos. A cantora britânica afirmou que consultas, exames e procedimentos acabaram tomando parte do tempo que gostaria de passar com a criança.
“Perdi coisas com o tratamento e as coisas se movem tão rápido quando você tem um bebê. Alguns dias são horríveis”, declarou.
Bruna Furlan de Nóbrega, neta de Carlos Alberto de Nóbrega, também compartilhou detalhes de sua recuperação. Aos 24 anos, ela passou por uma cirurgia para retirada completa das mamas e também removeu 15 nódulos da região da axila direita. Após encerrar a quimioterapia, a criadora de conteúdo afirmou que ainda passaria por radioterapia.
Simony, diagnosticada com câncer no intestino em 2022, revelou outro tipo de impacto: o financeiro. A cantora contou que precisou vender um terreno para custear despesas médicas, já que recebeu o diagnóstico em um período em que estava sem plano de saúde. Segundo ela, o tratamento chegou a custar R$ 500 mil.
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