O presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, comentou nessa quarta-feira (5) sobre a possibilidade de Lexa voltar ao posto de rainha de bateria da escola em 2026. A cantora se afastou do carnaval deste ano após a perda de sua filha, Sofia, que faleceu três dias após o nascimento. Em sua homenagem, a agremiação desfilou sem rainha de bateria.
Em entrevista ao UOL, Horta afirmou que a decisão sobre o retorno da artista será tomada em breve. “Não posso cravar se Lexa estará de volta no ano que vem. Não posso dizer nem que sim, nem que não. Mas é algo que a escola decidirá em um futuro próximo”, declarou.
O presidente também destacou a relação próxima da cantora com a comunidade da Unidos da Tijuca. “Ela sempre teve muito acesso à minha comunidade, sempre esteve presente. Agora, a partir de amanhã, começaremos a pensar no futuro. O mais importante é que a saúde dela está boa”, ressaltou.
Além disso, Horta demonstrou otimismo quanto ao desempenho da escola no carnaval deste ano, esperando que a agremiação figure entre as mais bem classificadas. A escola acabou ficando em 9° lugar na colocação. “A expectativa é boa, estamos esperançosos. É um carnaval difícil e muito competitivo, mas acreditamos que a Tijuca estará no desfile das campeãs no sábado”, afirmou.
Lexa abre o coração sobre a morte da filha, Sofia
No final do mês passado, foi ao ar a tão esperada entrevista com Lexa e Ricardo Vianna, que resolveram abrir o coração e falar pela primeira vez sobre o período difícil que resultou em quadro de saúde grave para a cantora e a morte da filha recém-nascida, Sofia.
Internada por 17 dias, quatro deles na UTI, devido a um quadro grave de pré-eclâmpsia, a artista passou por um parto prematuro e, no dia 5 de fevereiro, três dias após o nascimento, perdeu a bebê. Conversando com o Dr. Drauzio Varella, Lexa detalhou os sintomas que começaram a aparecer ao longo da gestação.
“A dor de cabeça não passava, depois veio uma dor forte no estômago. Minha mão já não fechava mais. Meu fígado começou a falhar. Não tinha mais para onde ir, nem para mim, nem para ela”, disse a cantora, visivelmente emocionada.
A bebê nasceu com graves problemas de saúde, refletindo o quadro da mãe. “Ela estava com os rins comprometidos, o fígado debilitado, a pressão alterada. Era muito pequenininha, mas muito linda. Pesava menos de 500 gramas. A primeira vez que a segurei, ela já tinha passado por duas paradas cardíacas”, revelou Lexa.
Mesmo diante dos riscos, a cantora tentou levar a gestação ao máximo possível. “Os médicos foram claros: na medicina, a prioridade é sempre a mãe. Mas eu fui até o meu limite. Beirei a morte tentando salvar minha filha”, desabafou.
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