Em depoimento nesta terça-feira (13) à CPI das Bets, Virginia Fonseca negou que seus contratos com plataformas de apostas incluíssem qualquer tipo de comissão baseada nas perdas dos usuários. A empresária se posicionou contra a ideia do que vem sendo chamado de “cachê da desgraça alheia”, supostamente presente nos acordos entre casas de aposta e influenciadores digitais.

Não existe isso de eu lucrar com o prejuízo de quem acessa meu link. Meu contrato com a Esportes da Sorte era fixo. Só haveria bônus se eu dobrasse o lucro da empresa — aí eu ganharia 30% a mais, mas isso nunca aconteceu”, afirmou Virginia durante a sessão.

A influenciadora foi uma das convocadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o impacto dos jogos de aposta online no Brasil, incluindo possíveis vínculos com lavagem de dinheiro e o uso de celebridades da internet como promotores dessas plataformas. Também prestam depoimento à CPI outros criadores de conteúdo, como Felipe Prior, Adélia Soares, Rico Melquiades e Giliard Bezerra, filho de Deolane Bezerra.

Segundo informações da revista Piauí, divulgado em janeiro, Virginia teria fechado um contrato de R$ 50 milhões com a Esportes da Sorte. O vínculo foi encerrado e, posteriormente, a influenciadora firmou um novo acordo com a Blaze, estimado em R$ 29 milhões. Durante a oitiva, Virginia se comprometeu a entregar cópias dos contratos à Comissão, que serão mantidas sob sigilo.

Ao ser questionada sobre a responsabilidade no incentivo ao público, Virginia reforçou que sempre seguiu as normas do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). “Sempre deixo claro que se trata de um jogo, que é possível ganhar ou perder. Menores de idade são proibidos na plataforma, e quem tem qualquer tipo de vício deve evitar. A recomendação é jogar com responsabilidade”, declarou.

Instalada em novembro de 2024, a CPI das Bets tem um prazo de 130 dias para investigar a crescente influência das apostas online no orçamento das famílias brasileiras. Um dos focos centrais é entender o papel dos influenciadores na popularização dessas plataformas — e Virginia, uma das maiores vozes da internet nacional, tornou-se um dos principais alvos da Comissão.


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Gabriel Girão

Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redator do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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