A morte de Francisco Cuoco, aos 91 anos, comoveu o meio artístico brasileiro. O ator faleceu nesta quinta-feira (19) vítima de falência múltipla de órgãos, após cerca de 20 dias internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Desde então, diversas personalidades usaram as redes sociais e a imprensa para prestar homenagens ao artista que marcou gerações com seus papéis na televisão, no teatro e no cinema.
Regina Duarte foi uma das primeiras a se manifestar publicamente. Visivelmente abalada, a atriz publicou um vídeo em seu Instagram expressando sua tristeza. “Eu acabei de saber. Eu nem sabia que ele estava hospitalizado em São Paulo”, disse a ex-colega de trabalho emocionada. “Uma perda de um grande e querido amigo. Acho que é o momento da gente se unir em um grande abraço e viver a saudade que a gente vai sentir dele, a gente já vinha sentindo essa saudade, e agora se perpetua de uma maneira mais física.”
Ela ainda destacou a generosidade do colega fora das telas: “Foi um grande ator, uma pessoa maravilhosa que ele era, e ele transportava todo esse ser humano que ele sempre foi em todos os personagens, o charme, a graça, o valor.”
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Susana Vieira, colega de longa data de Cuoco, também falou sobre a perda ao telejornal da TV Globo. “É muito triste vir aqui dar tchau para uma pessoa que a gente conviveu uma vida inteira. Foram 50 anos de convívio, boas risadas e boas novelas. Grande ator, grande colega”, declarou a atriz.
Quem também lamentou a morte do ator foi Ary Fontoura, que prestou um depoimento ao Jornal Nacional. “Um ator que marcou época, nos emocionou e brilhou em tudo que fez. Tive o privilégio de dividir cena com ele, de vê-lo criar personagens inesquecíveis com aquele imenso talento”, afirmou o ator.
Relembre a trajetória de Francisco Cuoco
Cuoco começou a carreira artística no teatro, mas foi na televisão que se consagrou como um dos maiores galãs da história da TV Globo. Com uma presença marcante e talento reconhecido, deu vida a personagens intensos e complexos, tornando-se símbolo do romantismo e da elegância nas novelas brasileiras.
Sua estreia na televisão aconteceu nos anos 1960, mas o reconhecimento nacional veio com papéis principais em grandes sucessos. Em Pecado Capital (1975), interpretou Carlão, um taxista honesto que se vê em meio a um dilema moral ao encontrar uma mala de dinheiro roubado. O personagem tornou-se um dos mais icônicos da teledramaturgia. Em O Astro (1977), viveu o misterioso e carismático Herculano Quintanilha, papel que consolidou sua imagem de protagonista sedutor e sofisticado.
Outros marcos de sua carreira incluem as novelas Selva de Pedra (1972), O Semideus (1973), O Rebu (1974), O Homem Proibido (1982), O Outro (1987) e O Sétimo Sentido (1982). Com uma carreira sólida e versátil, Cuoco também transitou por papéis cômicos e dramáticos, e atuou no cinema e no teatro.
Ao longo das décadas, acompanhou as transformações da televisão brasileira, mantendo-se relevante em diferentes fases da TV Globo. Nos anos 2000 e 2010, continuou presente em produções como Celebridade (2003), Cobras & Lagartos (2006), Ti Ti Ti (2010), Avenida Brasil (2012) e Sol Nascente (2016), além de participações especiais em diversas outras tramas.
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