A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, já é considerada um problema de saúde pública. Estimativas indicam que cerca de 40% dos brasileiros tenham acúmulo de gordura no órgão, muitas vezes sem apresentar sintomas claros.

O risco está justamente no silêncio da doença, que muitas vezes avança sem apresentar sintomas claros nas fases iniciais. Sem tratamento e acompanhamento médico adequados, o quadro pode evoluir de forma progressiva para fibrose, cirrose e até insuficiência hepática, comprometendo gravemente o funcionamento do fígado e a qualidade de vida do paciente.

Doença silenciosa e principais fatores de risco

Na maioria dos casos, a gordura no fígado se desenvolve lentamente. Os sinais costumam aparecer apenas em fases mais avançadas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Fazem parte do grupo de maior risco pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alto.

Alterações em exames de sangue, como o aumento das enzimas hepáticas TGO, TGP e GGT, podem ser um dos primeiros indícios de que o fígado está sobrecarregado ou inflamado. Esses marcadores costumam sinalizar que há algum grau de lesão nas células hepáticas, mesmo antes do surgimento de sintomas perceptíveis.

Quais sintomas podem indicar gordura no fígado?

Embora muita gente não sinta nada no início, alguns sinais merecem atenção:

• Cansaço constante, mesmo após descanso
• Dor ou desconforto no lado direito do abdômen
• Náuseas após refeições pesadas
• Sensação frequente de estufamento
• Alterações em exames laboratoriais

Esses sintomas não são exclusivos da doença, mas devem ser investigados, especialmente em pessoas com fatores de risco.

Mudança de hábitos é o principal tratamento

A boa notícia é que a gordura no fígado pode ser reversível, principalmente nos estágios iniciais. Não existe um medicamento específico para eliminar a esteatose. O tratamento está diretamente ligado ao estilo de vida.

Especialistas recomendam:

• Emagrecimento gradual e sustentável
• Alimentação rica em verduras, frutas e proteínas magras
• Redução de açúcar, farinha branca e ultraprocessados
• Suspensão ou diminuição do álcool
• Exercícios físicos regulares, combinando aeróbico e força
• Controle da glicose, colesterol e pressão

Com disciplina e acompanhamento médico regular, os primeiros sinais de melhora costumam surgir entre três e seis meses, especialmente quando o paciente adota mudanças consistentes no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática de exercícios e controle de fatores de risco.

Autor

  • Marcello Barbosa

    Formado em Marketing pela Unopar, Marcello atua como redator na Spun há 2 anos, sempre focado em entregar conteúdos de qualidade. Escreve para diferentes segmentos como entretenimento, finanças e curiosidades, além de produzir textos em várias línguas, incluindo alemão, inglês, espanhol e Francês.


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