Pedro Cardoso fala de dinheiro “extra” da Globo: “Melhor dinheiro”

Ex-integrante de A Grande Família, Pedro Cardoso falou do trabalho na TV e revelou sobre dinheiro “extra” que ganhava da Globo no fim de ano. Durante conversa com Ciro Gomes, o ator criticou por artistas serem mais valorizados que outros profissionais da televisão.

“[Quem faz a TV] São os cameraman, são os eletricistas, não são apenas os bonitinhos que colocam a cara na tela. O meu trabalho não é mais importante do que o de ninguém. Entretanto, a chantagem comercial faça que eu valha mais que os outros. Não é justo”, disparou ele.

Cardoso comentou sobre o “trabalhismo” e a valorização do trabalho. “O que é o trabalhismo? Valorizar mais o trabalho que o capital. Quer dizer, o trabalho ter perante ao capital autoridade. A Rede Globo não pertence aos donos da Rede Globo, disse ele, que se explicou.

“Toda empresa pertence à sua razão social. Ela pode administrada pelo particular, que investiu nela, mas ela pertence à sua função social. E a função social é coletiva”, afirmou.

Ele esclareceu que não é contra o capitalismo e disse ser a favor da iniciativa individual, mas da responsabilidade social.

Ainda durante a conversa com o político, Pedro Cardoso contou sobre o dinheiro “extra” que recebia da Globo ao final de cada ano. Ele garantiu que era o melhor ganho, pois era a divisão do resultado do esforço de todos os funcionários.

“O melhor dinheiro que eu ganhei na minha vida era quando chegava no final do ano e a Globo pagava pra gente o resultado do lucro. Era o melhor dinheiro de ganhar porque era um dinheiro ganho do esforço de todo mundo. Lucrou, então vamos dividir pra todo mundo um pouquinho”, declarou o ex-intérprete de Agostinho Carrara.

Pedro Cardoso critica Jair Bolsonaro

Em meados deste ano, Cardoso criticou o presidente Jair Bolsonaro em postagem no Instagram. Na ocasião, o artista desabafou e afirmou que o Brasil está sendo vítima de um “nazifascismo tropical”.

“Desde que a desonestidade da medíocre classe média baixa em busca de ascensão econômica, organizada em igrejas e quartéis, clubes e shows ‘sertanejos’, agremiações politiqueiras etc, deu o ar de sua graça, personificando-se no messias militar, eu acordo todos os dias ansioso pelas notícias e pela oportunidade de dizer alguma coisa em oposição à incivilidade desse nazifascismo tropical”, disse.

“Nunca antes a política havia sido assunto diário para mim. Passou a ser quando compreendi, num lento ir compreendendo, que a política, espaço para o entendimento sobre o que nos é comum, desapareceria sob o autoritarismo do bolsonarianismo; como está acontecendo. Vivo, desde então, permanentemente ansioso”, completou Pedro Cardoso.

MAIS LIDAS

Vitor Peccoli
Publicitário formado pela Faculdade Pitágoras e roteirista pela Casa Aguinaldo Silva de Artes. Atua no jornalismo de TV e famosos desde 2013.
Veja mais ›