
O ex-boxeador norte americano Mike Tyson, reagiu chocado ao descobrir a morte do ícone brasileiro José Adilson, mas popularmente conhecido como Maguila, durante uma entrevista nesta quarta-feira (30), e expressou suas condolências à família dele e destacou sua admiração pela carreira do colega.
O vídeo compartilhado por uma página de luta do Instagram, chamada Ag Figth, mostra Mike Tyson chocado e refletindo sobre a doença, da qual, Maguila veio a falecer na última quinta-feira (24) , a ETC (encefalopatia traumática crônica), uma condição neurológica grave:
“Sério? Ele faleceu? Que pena ouvir isso… Ele não teve lutas suficientes para morrer de demência, né? Não levou tantos golpes assim”
Relembrando sobre seu colega, Tyson ressalta que ele era uma pessoa educada, gentil e sempre cavalheiro, que nunca quis parecer alguém malvado, que para ele, Maguila representava o lado humano do esporte, algo raro no universo do boxe competitivo.
Contudo, ao final, ele manda aos familiares do ex-pugilista, ele proferiu palavras de carinho e respeito, dando seus pêsames, lamentando a morte do lutador.
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Causa da morte de Maguila, faz alerta sobre ser uma doença perigosa
A morte do ex-boxeador brasileiro José Adilson, mas conhecido como Maguila, pegou o Brasil de surpresa nesses últimos dias, na qual, o motivo de seu falecimento, veio trazendo uma discussão necessária, sobre uma condição silenciosa e devastadora.
Aos seus 66 anos, Maguila faleceu em decorrência de complicações relacionadas à ETC, (encefalopatia traumática crônica), mas também conhecida popularmente como demência pugilística, é uma doença neurodegenerativa que afeta na maior parte dela, em atletas, que são submetidos a levarem golpes repetitivos na cabeça.
A condição dessa doença ser tão perigosa, começa surgir à partir de traumas frequentes no crânio, que inclusive, esportistas das modalidades de lutas e futebol americano, estão mais propensos à ter, pois a ETC acaba afetando o funcionamento cerebral, de forma lenta e progressiva, onde esses microtraumas levados muitas vezes, pode causar hemorragias internas, e dificultar a respiração das células nervosas, dando um comprometimento irreversível dos neurônios.
Contudo, a neurologista Dra. Márcia Rodrigues, do CEJAM, destaca que, a doença em si, não há cura, mas para minimizar os riscos, o correto seria usar equipamentos de proteção, já que recebem muitas pancadas contínuas, e inclusive, evitar situações de risco, o consumo excessivo de álcool, cigarro e manter uma rotina ativa, tendo hábitos saudáveis, no qual, pode ajudar a preservar a saúde do cérebro, já que controlar outras doenças crônicas, previne danos neurológicos.
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